#A nova era da economia, a economia compartilhada

Você já deixou de comprar CDs por causa dos arquivos digitais de música. Também parou de alugar filmes, que pode consumir online. É possível que em bem pouco tempo, desista também de comprar um carro. Esse é o novo começo de uma era, a da economia compartilhada. É bom começar a prestar atenção nesse movimento.

Esse novo olhar para a forma de consumir produtos e serviços está abrindo inúmeras oportunidade de empreender. Se não acredita, preste atenção nas ideias de negócios de alguns empreendedores, que levantamos:

1. Pegcar – O simpático projeto visa incentivar o consumo consciente de uso de veículos. Faz a conexão entre proprietários e condutores de veículos, estimulando o compartilhamento de carros através do site e por um valor bem acessível.

2. Bliive – Neste caso, o serviço oferecido é, no mínimo, inusitado, porém, muito útil. Cada um com o que sabe fazer de melhor, ou seja, o João sabe tocar guitarra, oferece uma aula para o José, o que isso tem de bom? Lembra do João? Então, ele vai receber uma moeda que só tem valor no site e com ela vai comprar de outro usuário do Bliive uma experiência útil, talvez outro aprendizado.

3. Cyou – É um portal que oferece aluguel de produtos variados, você busca o que te interessa e solicita a locação. Câmera fotográfica, prancha de surf, bolsa para festa, caixa de som, calçados, etc.

4. Ezpark – Em forma de aplicativo mobile, o Ezpark oferece vagas de estacionamento, com ele você seleciona o melhor tipo de vaga com base na sua localização.

5. Tripda – A empresa se intitula como maior site de carona do Brasil, oferecendo acessibilidade e economia a quem deseja viajar em segurança e pagar um bom preço.

6. Home Bistro – Se você é um chef de cozinha, pode servir seu prato especial, ou pode jantar na casa de um chef.

7. Doghero – Vai viajar e não tem onde deixar seu pet? Ou não quer abandona-lo num hotel canino? Com este serviço você escolhe um lar onde seu cãozinho ficará hospedado durante sua viagem, passeio ou descanso.

8. Quintal de Trocas – Seguindo o conceito de compartilhamento, neste caso, o site permite a troca de livros e brinquedos entre crianças de todo o Brasil.

9. My Open Closet – Imagine que bacana seria disponibilizar aquele vestido incrível que você comprou e usou uma única vez naquela festa chique. É isso que o My Open Closet oferece.

10. Tem Açúcar? – É claro! E não apenas açúcar como muitos outros itens que vizinhos podem emprestar entre si. Tem Açúcar é um site que facilita a vida de pessoas que moram próximas: é uma ferramenta que possibilita empréstimos e doações de coisas em uma vizinhança.

11. O CoLiving – É uma espécie de derivado do Cohousing, uma comunidade onde a coletividade, a solidariedade e o respeito ao meio ambiente são verdadeiros paradigmas. A diferença básica do Cohousing para o CoLiving é que no primeiro as pessoas moram em suas próprias casas. No caso do CoLiving, as pessoas alugam um quarto com banheiro e compartilham serviços e áreas comuns. É verdadeiramente uma comunidade onde as necessidades e os custos são otimizados.

12. O Zumpy – É um aplicativo de caronas gratuito, projetado com a proposta de unir os amigos que vão para o mesmo destino, além de despertar uma maior consciência socioambiental. O aplicativo conta com vários filtros de segurança, ao se conectar por uma das redes sociais você escolhe com quem quer compartilhar sua rota e pode se locomover junto com seus amigos ou amigos dos seus amigos, ou seja, só com quem você conhece ou já tem referências.

13. Workaway.info – Um site criado para promover troca entre viajantes, estudantes de línguas e amantes da cultura com famílias, instituições, indivíduos ou organizações não governamentais que procuram ajuda em vários projetos, e oferecem uma grande variedade de trabalhos e atividades.

14. Dinneer – São pessoas apaixonadas pela arte de cozinhar e receber visitas em casa, que estão anunciando seus pratos exclusivos, que serão servidos em sua própria casa com a presença deles na mesa de jantar.

Nos EUA, há um serviço de compartilhamento que tem até aviões privados e lanchas! É difícil alguém usar sua lancha todo dia, então, por que não alugá-la quando não está usando?

Há setores que veem uma série de problemas no compartilhamento. Nos EUA o modelo é chamado por vários especialistas de “oficialização do bico”. Isso porque ele não passaria de uma maneira das pessoas complementarem a renda, abalada pelas sucessivas crises mundiais nos últimos anos. Seria uma precarização do capitalismo no mundo desenvolvido.

No mercado brasileiro, taxistas e indústria hoteleira são os principais críticos, já que suas áreas sofreram muito com a revolução provocada por Uber, Lyft e Airbnb. As acusações contra as novas empresas vão desde falta de segurança para os usuários até concorrência desleal e sonegação de impostos.

Mas será que os problemas são esses mesmos, ou isso é apenas um pano de fundo, para encobrir reais ineficiências e burocracias de setores, de um lado e de outro querer tampar o sol com a peneira, haja visto que são mudanças no mercado, derivadas de tendências globais, que representam mudanças nos hábitos de consumo e no comportamento de compra de produtos e serviços, enfim no jeito de consumirmos.

O consumo consciente está cada dia mais em voga em todo o mundo. A questão é, para que comprar coisas que você só vai usar uma vez na vida? Ou comprar um bem que além de caríssimo exige manutenção também de valores astronômicos.

Assim, não é mais conveniente, prático e barato adquirir somente o serviço em si, ao invés dos produtos? Você pode alugar uma furadeira ou uma decoração de festa, afinal o que você quer é dependurar um quadro e deixar o ambiente bonito, com uma excelente decoração e não uma furadeira ou um monte de peças de decoração. É possível ter uma Ferrari por alguns dias (sem pagar IPVA), passar as férias num barco (sem despesas do píer) e trocar de bicicleta a cada fim de semana (sem ter de guardá-la na sala de casa).

Nesse tipo de negociação – que talvez você já use, mesmo sem saber – o papel do fornecedor também é exercido pelo indivíduo. Gente como você, que pode lucrar com aquele quarto vago via Airbnb, com a câmera de vídeo que usa apenas no Natal ou com o carro que sai da garagem poucos dias no mês. Essas possibilidades permitem aflorar ideias empreendedores das mais variadas e inimagináveis. Aqui, talvez esteja o maior ganho econômico desse novo olhar para as coisas, simplesmente a democratização do acesso aos serviços e multiplicação quase infinita das possibilidades e da otimização dos recursos.

Entramos definitivamente na era do acesso ao serviço, o uso fruto, o benefício, o resultado e não o fator de querer ter, possuir os bens. Pense nisso.

Por: Sebastião Barroso Felix


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