#Brasil cai nove posições em ranking global de varejo

O resultado faz parte do estudo Global Retail Development Índex, divulgado pela A.T Kearney, que analisa o desempenho do setor de varejo por país

O estudo GRDI (Global Retail Development Índex), divulgado pela consultoria A.T. Kearney, que analisa o desempenho do setor de varejo por país, listando os 30 mercados mais promissores, revela que o Brasil caiu nove posições no ranking em relação ao ano anterior, ocupando a 29ª posição. Essa é a pior posição do Pais desde que entrou no ranking. Com população estimada em 206 milhões de pessoas, PIB per capita na faixa de US$ 15.200, o País totalizou vendas de US$ 447 bilhões.

De acordo com a pesquisa, com todas as incertezas políticas e econômicas dos últimos dois anos, a indústria brasileira de varejo teve seu pior desempenho desde 2007, com queda de 4,8%. Os setores de roupas e calçados foram bastante afetados. Pela primeira vez na história recente, o número de lojas que fecharam foi maior do que as que abriram – 18.000 estabelecimentos no total ou quase 15% de todas as lojas em shopping. O volume de vendas caiu 3,2%. Somente o Walmart fechou mais de 60 lojas no ano passado.

Apesar disso, ainda existe esperança. Os níveis de confiança dos clientes são os melhores em três anos. Alguns novos formatos e canais estão se desenvolvendo. A pesquisa aponta que os atacarejos continuam a crescer em taxas de dois dígitos, com empresas como Carrefour e Grupo Pão de Açúcar investindo nesse canal. O e-commerce também está evoluindo: as vendas online cresceram 11% e mobile shopping cresceu 90% em 2016. “O número de brasileiros que compram online está crescendo devido aos preços mais baixos no ambiente virtual”, avalia Esteban Bowles, sócio da A.T. Kearney no Brasil e responsável local pelo estudo.

“Os avanços nas tecnologias voltadas para varejo e o crescimento do e-commerce também acrescentaram outra camada de complexidade. Como entrar em um mercado via e-commerce, o que o crescimento do e-commerce significa para os footprints das lojas e como desenvolver uma estratégia omnichannel em países como China e Índia são apenas alguns dos exemplos dos desafios enfrentados pelo varejo em geral, mas também pelos mercados emergentes”, afirma Bowles.

No topo do ranking deste ano, a Índia e a China trocam posições e Índia assume a liderança pela primeira vez. A Ásia continua sendo uma força no varejo global e na expansão dos setores de Alimentos e Bebidas, Cuidados Pessoais, Moda e Luxo.

Fonte: www.sm.com.br


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