#Brasil já tem praticamente um site para cada 50 brasileiros

Segundo o Registro.br, responsável pelas atividades de registro e manutenção dos nomes de domínios que usam o .br, existe hoje no Brasil 3.923.636 sites ativos. Com esse volume enorme de sites, já temos praticamente um site para cada 50 brasileiros.

O crescimento do números de sites no país foi vertiginoso, acima de 20%, desde 1996, quando foi implantado o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br, criado para implementar as decisões e os projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br, que é o responsável por coordenar e integrar as iniciativas e serviços da Internet no País.

Nesse ritmo de crescimento é possível, que num futuro próximo, tenhamos um site para cada brasileiro. Isso, apesar do Brasil ser o 87º país no mundo em velocidade da internet. O Brasil recuperou posições no ranking global de velocidade das conexões à internet. No terceiro trimestre de 2016, a média foi de 5,5 Mbps. O resultado é bem melhor que os 3,6 Mbps medidos no terceiro trimestre de 2015. Em um ano, o país saiu de 93º para figurar o 87º lugar dos 242 países pesquisados.

Levantamentos mostram que 57,5% dos brasileiros já têm acesso à internet, mais de 110 milhões de pessoas. Não é à toa que Investimentos em mídia digital no Brasil deverá crescer 26% em 2017, valor equivalente a 1/3 do bolo publicitário brasileiro. O Brasil, apesar dos problemas causados pela crise econômica, passa por um momento bastante interessante nesta área, com cada vez mais empresas buscando na Internet um canal para geração de vendas e leads.

Após terem registrado o pior desempenho em 15 anos, apenas 11%, número menor do que os anos anteriores (em 2015, a alta foi de 15% e em 2014, de 24%, de acordo com o Ebit), as vendas do comércio eletrônico devem se acelerar em 2017, segundo estimativa da Ebit, empresa de informações sobre o varejo eletrônico. A previsão é de que o setor cresça 12% este ano, atingindo faturamento de R$ 49,7 bilhões.

Para as empresas que operam apenas no varejo físico, a dica é considerar ampliar o negócio para o mundo virtual, sob pena de verem seu faturamento minguar a cada ano que estiver fora desse universo e seguir o exemplo de outros corporações que aumentaram bastante o faturamento indo para o varejo online. Essa realidade tem se mostrado a cada ano que se trata de uma mudança na forma de vender e não um modismo, que logo vai passar, como acreditam alguns empresários céticos.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, para os próximos anos o setor deve permanecer crescendo e aumentando sua participação em relação ao varejo tradicional, com destaque para a expectativa do aumento no consumo de bens digitais, tais como e-books, músicas e filmes on demand. As expectativas para o setor são positivas, pois o consumidor brasileiro está mais confiante para comprar online. As novas gerações, que começam a entram no mercado de trabalho, já nasceram em tempos de internet, e os investimentos estrangeiros não estão vindo apenas na forma de capital, mas também como tecnologia e conhecimento.

Empresas como Amazon, Alibaba e Walmart, além de outros players menores e novos entrantes, devem provocar mudanças significativas nos modelos de negócios de venda online nos próximos anos.

Por: Sebastião Barroso Felix


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