#Brasil, um pais de outro mundo

Pense em um país com IDH – Índice de Desenvolvimento Humano de: 0,925 (muito alto), segundo o Pnud 2016 (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Com índice de analfabetismo, altíssimo de apenas 0,3% (dados do ano de 2014) e renda per capita de: US$ 52.115 (referência: ano de 2015). Taxa de desemprego: 5,8% (fevereiro de 2016) e taxa de inflação de enormes: 0% (em março de 2016). Em termos de comparação, o Brasil apresenta 27% de analfabetismo (dados de 2.106) e renda per capita de US$ 15.700,00 e mais de 13% de desempregados. Com certeza estamos falando de um país rico e desenvolvido. Esse pais é a Dinamarca.

Agora imagine um país com essa envergadura, permitir os comerciantes venderem produtos vencidos, desde que informem os clientes disso. Enquanto no Brasil, não é só proibido como é crime, dá cadeia, o sujeito pode pegar pena – detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa. Se for preso em flagrante o “criminoso” não poderá ser solto sob fiança.

Seguindo essa linha, temos a França como o primeiro país do mundo a proibir os supermercados de jogar fora ou destruir alimentos não vendidos, forçando-os, a doá-lo para instituições de caridade e bancos de alimentos.

Enquanto isso, no Brasil, e empresário, além de ser proibido de vender produtos vencidos, não pode doá-los sob o risco de ser responsabilizado criminalmente pelos danos decorrentes do consumo desses produtos.

Enquanto isso, ainda na França os ativistas que lutam contra o desperdícios de alimentos e a fome esperam persuadir a União Europeia a adotar legislação semelhante à da França em todos os Estados membros.

Já no Reino Unido, os supermercados sofrem grande pressão do governo e de ativistas, para diminuir os desperdícios em toda a cadeia de abastecimento, incluído o consumidor, com questões que vão, pasmem, da diminuição de resíduos, até ações promocionais que estimulem compras “desnecessárias” de produtos, cujas pesquisas mostram que são desperdiçados, na casa do cliente.

Ainda nessa linha a Grécia aprovou em 2.103 uma nova lei que autoriza os estabelecimentos a comercializarem produtos cuja data de “consumo preferencial” já tenha passado, desde que em prateleiras separadas e com preço reduzido. Os alimentos que têm data de vencimento com dia e mês poderão ser vendidos até uma semana depois do prazo; os indicados por mês e ano, até um mês depois, e os marcados por ano, até três meses depois.

Enquanto isso em São Paulo recentemente foi baixada uma norma pelo PROCON onde o consumidor que encontrar um produto com a data de validade expirada, deverá chamar o gerente da loja ou do setor, que deverá providenciar o produto similar com validade correta. “Ainda que o consumidor não fosse comprar o produto vencido ele poderá obtê-lo com gratuidade. A regra valerá para quaisquer quantidades. Encontrou um, terá outro de graça. Encontrou dez, ganhará outros dez e assim por diante”, diz Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP.

Quando analisarmos essas informações, a impressão que temos é de que vivemos em outro mundo, que nossa sociedade, incluindo todos os seus agentes, estão completamente fora da “casinha”. Ai eu pergunto, que pais é esse? Será um país de outro mundo.

Por: Sebastião Barroso Felix


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