#Cartas de supermercados a fornecedores vazam e viralizam nas redes sociais

Cartas de supermercados a fornecedores expõem a guerra travada nos bastidores entre supermercados e lojas de autosserviço pelo Brasil afora de um lado, e de outro fornecedores de ambos. As cartas mostram que o nível de concorrência na região onde abrem lojas desse formato aumentam significativamente e coloca os fornecedores em uma encruzilhada.

Esse é um fenômeno que está ocorrendo no Brasil inteiro. Normalmente quando um a loja de autosserviço se instala em uma cidade, muda drasticamente o nível de concorrência em toda a região da área de influência da loja. Por um lado, essa mudança favorece o consumidor, por outro penaliza as redes regionais e as lojas locais com uma concorrência desleal, haja visto, que as lojas de autosserviço geralmente conseguem preços melhores dos fornecedores que seus concorrentes. Inclusive com situações que até inviabilizam os operadores locais, temos alguns exemplos que ocorreram com redes regionais, que simplesmente não conseguiram competir, os casos mais recentes, ocorreram em Mato Grosso, com a Rede Modelo, em Rondônia com a Rede Gonçalves, no Pará com a Rede Y. Yamada, essa última chegou a ocupar o décimo quinto lugar em faturamento no Ranking da Abras, as redes simplesmente sucumbiram com a chegada das lojas de autosserviço. E em muitos outros estados do Brasil ocorreu a mesma coisa.

A inauguração da unidade do Fort Atacadista, que ocorrerá na próxima quarta-feira (2/8), no bairro Presidente Vargas, em Içara-SC, deve movimentar a economia de toda a região. Nessa quinta-feira (27/7), contudo, a chegada da empresa ganhou destaque de outra forma, já que duas cartas de redes de supermercados, destinadas a fornecedores, vazaram e rapidamente viralizaram nas redes sociais.

Num dos documentos, assinado pelo diretor comercial do Giassi Supermercados, Osni Giassi, a empresa ressalta que eventuais descontos concedidos ao atacadista serão cobertos pelo supermercado e debitados dos fornecedores. Além disso, afirma que aqueles que não estiverem de acordo terão seus itens retirados das prateleiras e podem, até mesmo, ser desligados do quadro de fornecedores.

A rede Bistek encaminhou, via e-mail que também vazou, um posicionamento semelhante. No comunicado, assinado por Franciele Ghedin, do Departamento Comercial, a empresa enfatiza que não aceitará que o Fort obtenha preços menores que os negociados com o supermercado. Salienta ainda que os valores praticados pelo atacadista serão seguidos, na praça Sul, que compreende as lojas de Criciúma, Nova Veneza e Cocal do Sul, com um centavo a menos que o novo concorrente e a diferença será acertada junto aos fornecedores.

Veja a íntegra de uma das cartas:

Por: Sebastião Barroso Felix


Olá deixe seu comentário aqui