#Como saber quando a loja vai mal?

Como acontece com as pessoas, que muitas vezes estão doente e aparentemente não apresentam sintomas, assim também ocorre com as empresas. Negócios aparentemente saudáveis de uma hora para outra entram em dificuldades financeiras.

Muitos empreendedores não conseguem enxergar os sinais de que a empresa não vai bem. Ou pelo menos se enxergam não querem admitir, acreditando que a situação é passageira e que alguma coisa vai acontecer para mudar o cenário.

Muitos empreendedores acham normal a empresa perder vendas. Para alguns é natural as oscilações no seu faturamento. Um mês se vende x e no outro –x e no seguinte x++ numa eterna gangorra que ao final se traduz em vendas iguais por meses e até anos a fio.

Será que é normal uma empresa vender menos esse ano do que ano passado? Ter oscilações de vendas de 10, 20, 30% em períodos do mesmo ano? Apresentar falta de dinheiro em um mês e sobra no mês subsequente? Na prática essa é a realidade de muitos varejistas por esse Brasil afora. Porém longe de ser uma situação normal isso acaba com qualquer negócio, seja ele qual for. É altamente estressante e desmotivador para o empreendedor conviver com uma situação como essa.

Mas como saber quando a loja vai mal e tomar as devidas precauções para evitar o pior? A seguir algumas dicas: 

Vendas estagnadas

Um dos termômetros que indicam mais precocemente que o negócio vai mal são as vendas. Se as vendas há pelo menos seis meses não apresentarem aumento é um sinal muito ruim para empresa. Para detectar possíveis anomalias, é importante que o empreendedor mantenha controles formais da movimentação do negócio como fechamento de caixas diários e mensal, DRE e Balanço.

Clientes insatisfeitos

Estar atento às reclamações dos clientes é um passo fundamental para prevenir impactos futuros nas receitas. Além de ouvir as demandas e observações que chegam passivamente à empresa, é importante ter uma postura ativa e entrar em contato com clientes, especialmente aqueles que já não compram há algum tempo, para avaliar os motivos de abandono da empresa. Esperar as vendas caírem para fazer isso pode ser um erro fatal. Pode ser tarde demais para reconquistar o cliente. Para manter um controle da satisfação dos clientes é preciso criar um sistema para registrar reclamações e as possíveis soluções, procurando não deixar nada sem respostas. Ferramentas como pesquisas internas e externas de satisfação, cliente oculto e painel de clientes apresentam excelentes resultados.

Estoque elevado ou encalhado

O tempo que o estoque fica parado é um indicador do andamento do negócio. Quando os produtos ficam “encalhados” no estoque por muito tempo, é hora de reavaliar a estratégia. O estoque elevado é um dinheiro que poderia estar sendo investido de uma maneira mais interessante. Uma análise detalhada e ações como, uma readequação do mix de produtos com inclusão e exclusão de itens, mudanças no layout, exposição e recategorização dos produtos podem ajudar muito a resolver esse problema.

Falta de capacidade de pagamento

Não possuir um controle sistemático dos números da empresa é um erro que coloca muitos negócios em xeque. É com os dados mapeados neste documento que o empreendedor poderá detectar e remediar possíveis furos no orçamento, evitando que eles se tornem rombos no futuro. A falta de um fluxo de caixa que permita antever as dificuldades com pagamentos futuros pode auxiliar o varejista a tomar decisões que minimizem ou até resolvam esse problema.

Rentabilidade comprometida

Uma empresa lucrativa não é necessariamente um bom negócio. Para avaliar se o empreendimento está trazendo resultados interessantes, é importante calcular a sua rentabilidade, ou seja, qual o retorno sobre o investimento do empreendedor. Por isso além do DRE, que permite avaliar o desempenho da empresa por período, o balanço vai mostrar exatamente a rentabilidade sobre o investimento.

Volume de dívidas

O nível de endividamento de um negócio também é um indicador a ser observado atentamente. As pequenas empresas frequentemente precisam recorrer a empréstimos para financiar seu crescimento. Buscar capital de giro ou recursos para investir em equipamentos não é necessariamente um problema, mas o empreendedor deve ficar atento para não deixar que as despesas com os credores comprometam o orçamento. O volume de compromissos não pode ultrapassar o resultado operacional líquido do negócio, ou seja, não se pode comprometer com dívidas mais do que o ganho do empreendimento. 

Por: Sebastião Barroso Felix


Olá deixe seu comentário aqui