#Consumidores estão indo menos ao supermercados tradicionais

Depois de dois anos de queda em 2014 e 2015, uma leve melhora em 2.016 e 2.017 porém ainda insatisfatória.

De acordo com acompanhamento realizado pela ABRAS em parceria com a Kantar Wordpanel em Janeiro de 2.017 os consumidores foram 3,8 vezes aos supermercados. O número é ligeiramente maior do que em Janeiro de 2.016, que foi de 3,6 vezes, entretanto o número ainda é menor do que o de Janeiro de 2.014 que foi de 4,0 vezes ao mês. Uma queda de 5,2% no período.

Enquanto isso, na contramão dessa tendência, a quantidade de idas aos varejos de autosserviço, saíram de 4,5 vezes em Janeiro de 2.104 para 5,2 vezes em janeiro de 2.017 um aumento de quase 16%.

Os números apresentam dois dados interessantes:

  • O segmento está começando a retomar o crescimento das vendas, haja visto que uma maior quantidade de idas às lojas se traduzem em mais vendas;
  • Apesar dessa ligeira melhora nos números do varejo tradicional, nesse mesmo período o varejo de autosserviço teve um desempenho bem melhor, apontando para um mudança no comportamento de compras dos consumidores, pelo menos até o momento em que a economia não está favorável, e o poder de compras dos brasileiros ainda sofre perdas.

 É importante o varejista entender a dinâmica desses números e de que forma eles podem afetar o negócio. Também não pode deixar de avaliar quais medidas precisam ser tomadas para evitar que o número de vezes que o cliente vai à loja não caia, tendo em vista que isso significa, menores vendas.

Algumas estratégias parecem tentadoras, como baixar preços e aumentar as despesas com divulgação, mas cuidado, cada caso é um caso, e deve ser analisado de forma criteriosa, para se chegar aos reais motivos, que estão fazendo com que os seus clientes possam estar migrando para o autosserviço. As o problema pode estar muito longe disso. Por outro lado o varejista não pode tampar o sol com peneira e achar que nesse momento de menor poder de compra o preço não seja importante.

Recentemente observamos em uma rede de lojas, que atendem o público A/B e que conhecemos há mais de 25 anos, iniciar o uso de cartazes de promoção na área externa da loja, coisa que era impensável pela empresa há algum tempo atrás. A pergunta é, será que essa ação é importante para os clientes dessa loja? Ou será que outras ações menos sutis, como por exemplo incluir no mix produtos de marcas mais baratas ou iniciar promoções semanais em determinado setor da loja, como a área de frutas e verduras seriam melhores e dariam maiores resultados? Ou quem sabe, a empresa começar a divulgar ofertas de produtos premium, ao invés de simplesmente fazer anúncios institucionais? A conferir quando a roda da economia voltar a girar normalmente. De qualquer forma fica a dica: cada loja deve ser tratada de forma diferente e o que serve para a loja A pode não servir para a B, muito cuidado, principalmente para as lojas que são focadas e estão posicionadas em atender determinado perfil de classe social.

Por: Sebastião Barroso Felix


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