Edição 26

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Revista do Varejista – Ano IV – Edição 26 – Fevereiro de 2.006

#Capa

#Frios, laticínios e congelados garantem a rentabilidade e o diferencial da loja

Em 2.001 uma grande empresa supermercadista com lojas em MT e MS teve sérios problemas em suas lojas com as seções de frios, laticínios e congelados, cuja venda de produtos impróprios para consumo culminou com a prisão de alguns executivos da empresa.

As seções de frios, laticínios e congelados garantem a rentabilidade da loja. Mas do que uma afirmação, essa frase retrata a realidade da maioria das lojas brasileiras. Muitas delas tiram dessas seções grande parte dos seus lucros. Enquanto as seções de carnes, frutas e verduras são responsáveis pelo tráfego na loja. As seções de frios, laticínios e congelados são responsáveis pela geração de lucros da loja. E mais: as seções de refrigerados e congelados podem se transformar em grande diferencial competitivo da loja, dependendo da forma com são trabalhadas.

Praticidade, comodidade e agilidade. Estas características garantem o sucesso das seções de frios, laticínios e congelados, além de serem um grande chamariz para a venda de outros produtos da loja. O aumento das vendas dos produtos destas seções é uma consequência direta da mudança de hábitos de consumo da população brasileira ocorrida nos últimos anos.

A maioria das lojas novas ou reformadas aumentaram significativamente a área destinado aos frios, laticínios e congelados. Da mesma forma muitas lojas têm substituído os velhos equipamentos de exposição por outros mais modernos e econômicos.

Mas ao contrário do que muitos varejistas imaginam não é fácil trabalhar de forma adequada as seções de frios, laticínios e congelados, principalmente no que diz respeito a cadeia do frio, geralmente quebrada por conta de equipamentos e instalações inadequadas, além do alto grau de perecibilidade dos produtos. A manipulação dos produtos (congelamento, descongelamento e preparo) acaba deixando a área muito vulnerável a contaminações. Para evitar esse tipo de problema, é preciso ter cuidado redobrado com a manutenção dos equipamentos de refrigeração e armazenagem e na manipulação dos produtos lácteos e derivados e frios em geral. Qualquer descuido na temperatura de estocagem e exposição dos produtos interfere diretamente na sua qualidade e vida útil.

Os cuidados com os fatiados

Os produtos fatiados requerem atenção especial no seu processo de manipulação, entre eles:

  1. o local onde são fracionados, que deve ser azulejado, limpo, janelas protegidas por tela, com cestos de lixo adequados, pia e água potável;
  2. a localização da área de manipulação, que obrigatoriamente deve estar distante de banheiros e vestiários;
  3. tempo de preparação, que deve ser o menor possível, evitando deixar os produtos fora da refrigeração e em contato com o oxigênio, que acaba acelerando o processo de contaminação. Para isso, antes de começar o trabalho é importante providenciar todos os equipamentos e utensílios;
  4. a quantidade de produtos fatiados deve estar de acordo com as vendas do período, evitando assim sobras de produtos para os períodos posteriores. Dessa forma deve-se fatiar os produtos pela manhã, no início e final da tarde;
  5. dentro do possível deve-se evitar o fatiamento de produtos na hora em que o cliente pedir. Isso porque as muitas idas e vindas dos produtos da área refrigerada para a manipulação diminui a sua qualidade e em muitas vezes os equipamentos não estão devidamente limpos em função dos diferentes produtos fatiados;
  6. Fatiar todos os produtos derivados de carne e depois todos os derivados de leite. Entre um e outro lavar a fatiadeira.

A higiene do pessoal, da seção e dos equipamentos  deve ser amplamente fiscalizada. Esses cuidados valem tanto para a venda dos produtos fatiados como os de de auto-serviço. O tempo máximo de permanência  para a maioria dos produtos fatiados e embalados para venda em auto-serviço é de três dias.

Atenção com a cadeia do frio

É importante que o varejista tenha alguns cuidados com a cadeia do frio em sua loja, entre eles:

  1. quanto menor a temperatura melhor para a conservação dos produtos, os resfriados devem ficar em uma temperatura de 0o C a 10o C, os congelados entre -18oC a – 12oC;
  2. todos os produtos de frios, laticínios e congelados devem ficar sob refrigeração, após aberto;
  3. o descongelamento dos produtos não deve ser forçado. Deve ser colocado em uma câmara de resfriamento por pelo menos 12 horas, jamais coloque-o debaixo de água corrente, pois isso, além de aumentar a possibilidade de contaminação diminui drasticamente a qualidade dos produtos.

Limpeza e mautenção dos equipamentos

Como já dito anteriormente, a limpeza e manutenção dos equipamentos de refrigeração da loja é de suma importância na conservação dos produtos e na manutenção da sua qualidade, por isso, alguns cuidados devem ser tomados, entre eles:

  1. Defina um cronograma de limpeza de câmaras e balcões refrigerados, respeitando as orientações dos fabricantes;
  2. A mesa de manipulação deve ser de aço inoxidável, totalmente lisa e plana, sem muitos pontos de solda e de atrito. As tábuas de cortes devem ser de PVC;
  3. Fatiadeiras, facas e qualquer outro utensílio de apoio devem ser lavados e sanitizados duas vezes ao dia com álcool a 70%. Não precisa secá-los, porque o álcool evapora;
  4. A fatiadeira deve ser lavada sempre que mudar os produtos: derivados de carne e derivados de leite;
  5. Nunca deve ser usado pano para limpeza ou secagem de equipamentos e utensílios. O pano é ponto de contaminação cruzada e ao invés de limpar, você estará espalhando bactérias;
  6. Por ocasião de consertos e manutenção de equipamentos os produtos expostos devem ser retirados e colocados em local apropriado.

Apresentação dos funcionários

A boa apresentação dos funcionários de manipulação na área de frios, laticínios e congelados, com cabelos curtos, unhas aparadas, barba feitas e livres de adornos é essencial, bem como o uso de máscaras, luvas aventais de plástico, gorro, botas e japonas para aqueles que precisam entrar nas câmaras frias. Todos de suma importância para a proteção individual e diminuição dos riscos de contaminação.

Cuidados com a exposição de produtos

Como os demais produtos da loja os produtos refrigerados e congelados precisam estar bem expostos e para isso alguns cuidados devem ser observados, entre eles:

  1. não exponha o produto aberto e desprotegido próximo à luz intensa e a correntes de ar, pois há perdas de nutrientes devido à oxidação;
  2. retire imediatamente dos balcões de refrigerados as embalagens amassadas, perfuradas, sem vácuo, amolecidas, estufadas ou emboloradas;
  3. mantenha a limpeza e arrumação dos refrigerados no balcão e siga a orientação do fabricante sobre a temperatura de cada item;
  4. trabalhe a exposição de produtos de acordo com o sistema PEPS (primeiro que entra, primeira que sai);
  5. respeite a capacidade dos expositores e seus fluxos vitais (ar, energia, água, gás, etc…);
  6. os produtos frescos e lácteos exigem equipamentos em perfeitas condições de uso, limpos e com temperatura adequada;
  7. todos os produtos refrigerados, devolvidos nos caixas, devem ser imediatamente levados para os balcões refrigerados. Nada de deixar acumular os produtos para fazer a devolução;
  8. nunca desligue os equipamentos de refrigeração durante a noite para economiza energia, pois além de correr o risco de perder produtos com descongelamento e deterioração não há economia de energia, pois o equipamento necessitará de mais energia e tempo de congelamento quando voltar a funcionar.

Dicas de sanitização e limpeza

É importante no processo de sanitização e limpeza seguir alguns procedimentos básicos:

  1. na limpeza de utensílios e equipamentos, parede e pisos da área de manipulação e equipamentos de exposição deve ser usado um sanitizante composto de uma colher de água sanitária para cada litro de água;
  2. o degelo deve ser feito sempre que a serpentina de refrigeração atingir 1 cm de gelo na superfície;
  3. depois de limpos e desinfetados os acessórios e utensílios devem ser guardados protegidos de umidade, poeira e insetos e roedores;

Frios, laticínios e congelados como geradores de lucro da loja

Resolvidos os problemas de manutenção, estocagem, manipulação e exposição, os produtos frios, laticínios e congelados se apresentam como grandes oportunidades de diferenciação, aumento de vendas e de lucros para a loja. Mas qual a receita para transformar uma área teoricamente problemática em um oásis de vendas e de lucros.

Variedade e sortimento de produtos

Uma das estratégias para transformar a área de frios, laticínios e congelados em um das preferidas da loja é oferecer uma grande variedade e sortimento de produtos. Alternativas para todos os gostos e bolsos. Além da linha regular é importante aumentar também a oferta de produtos diet, light e single (produtos em pequenas unidades para consumo individual).

Produtos embalados

Como forma de oferecer maior comodidade e praticidade aos clientes é importantíssimo oferecer uma quantidade significativa de produtos fracionados e embalados como queijos, presuntos, apresuntados, mortadelas, salames, entre outros em diversas porções e formatos de embalagens, com preços variados.

Qualidade dos produtos

Mas do que qualquer outro produto da loja, os da seção de frios, laticínios e congelados são muito visados quando o assunto é qualidade. Os consumidores exigem desses produtos uma qualidade excepcional. Não aceitam meio termo da loja, ou ela tem produtos de qualidade ou será vista pelo cliente como não tendo qualidade nesses  itens e automaticamente começa a perder vendas.

 Ofertas e promoções

Os produtos da seção de frios, laticínios e congelados são excelentes promotores da loja. Atraem clientes, geram fluxo, ajudam na venda de outros produtos e contribuem significativamente na formação da margem da loja. A característica principal desses produtos é a venda de impulso, portanto, a boa exposição e o tamanho do espaço dedicado a eles são de suma importância no aumento das vendas.

Novidades

A seção de frios, laticínios e congelados são movidas a novidades. Não deixe de ter sempre produtos novos em exposição. Nas ofertas e promoções é primordial dispor de novidades. As degustações ajudam a alavancar as vendas dos produtos novos, além de fortalecer a venda de outros produtos das seções.

Localização

Os produtos de frios, laticínios e congelados não devem ser colocados no início da loja. Sua exposição deve ser feita do meio para o fim do fluxo de clientes. Por se tratar de produtos altamente perecíveis e sofrerem processo de descongelamento e aumento de temperatura têm sua qualidade comprometida quando colocados no carrinho no início das compras. Os consumidores mais atentos deixam para pegar os produtos no final das compras, entretanto, quando sua exposição fica no inicio do trajeto, os clientes acabam esquecendo-os. Outra questão é relacionada ao comportamento do consumidor que primeiro compra os produtos chamados destino e somente depois os não-destino. A maioria dos produtos refrigerados são não-destino e portanto, não são adquiridos no início das compras.

Preços

Por se tratar de produtos não-destino na sua maioria, os produtos refrigerados não sofrem pressão relacionada aos preços. Daí a importância de um bom mix desses produtos na formação da margem da loja. Entretanto o varejista deve ter um cuidado redobrado com a precificação dos poucos produtos destino, representado pelo leite em pacote, leite uht, frango congelado e alguns cortes.

Falta de produtos

Por se tratar de produtos não-destino e de compra por impulso é imprescindível não faltar na loja. A falta de produtos, além de diminuir o ritmo de vendas da categoria também influência a queda de vendas de outras categorias da loja.

A seção de frios, laticínios e congelados representam grandes oportunidades de aumento de vendas e de lucratividade da loja, mas deve ser trabalhada de forma adequada para não se transformar em vilão, consumindo tempo e recursos da loja e ainda diminuindo sua rentabilidade, como consequência das perdas.

Por: Sebastião Barroso Felix

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#A importância dos carrinhos de compras.

O carrinho de compra foi inventado no mesmo período do descobrimento do avião, como forma de facilitar o processo de compra dos clientes. Nesse período o carrinho de compras teve uma significativa evolução, em termos de design, material usado e durabilidade, transformando-se em uma excelente ferramenta de vendas.

Apesar de sua importância como alavancador de vendas, o carrinho de compras, não tem recebido a atenção merecida por parte dos varejistas. A maioria dos carrinhos das lojas são mal conservados e inadequados no seu tamanho. Sofrem de um lado com o mal uso por parte dos funcionários e de outro, de uma grande demonstração de falta de importância por parte dos donos de lojas. Essa é a constatação que se tem quando se faz uma observação da frota de carrinhos da maioria das lojas.

Alguns cuidados simples podem melhorar significativamente a vida útil dos carrinhos da loja, entre eles:

  1. Não usar os carrinhos de clientes para a área de depósito;
  2. Evitar o uso dos carrinhos em pisos desnivelados;
  3. Atentar para a padronização dos tamanhos dos carrinhos;
  4. Lavar os carrinhos periodicamente com detergente neutro;
  5. Limpar rodas e rodízios.

Algumas dicas na hora de comprar carrinhos novos também podem ajudar os varejistas a melhorar sua frota, como:

  1. Comprar os carrinhos com tamanho proporcional à loja;
  2. Personalizar os carrinhos para os clientes;
  3. Disponibilizar os carrinhos usados para o uso interno e personalizá-los de acordo com a seção que serão usados.

A verdade é que os clientes não reclamam do estado dos carrinhos, simplesmente alguns deles, deixam de frequentar à loja devido ao estado lastimável de conservação e manutenção dos carrinhos. Outros clientes mais exigentes, chegam a fazer observações aos funcionários a respeito o que dificilmente chega ao conhecimento do proprietário ou gerente da loja. Todos na loja subestimam a importância dos carrinhos na comodidade, conforto e satisfação dos clientes.

Os varejistas mais antenados já descobriram a importância dos carrinhos no aumento de vendas e na percepção positiva dos clientes em relação à loja e tiram vantagem disso. Alguns já implantaram uma rotina de manutenção preventiva para aumentar a vida útil dos equipamentos e melhorar a apresentação da loja. Ao invés de comprar novos carrinhos periodicamente fazem sua reforma e chegam a economizar dinheiro, pois com o mesmo valor que gastariam para aquisição de um novo carrinho é possível reformar o antigo até seis vezes. Outros fazem dos carrinhos uma fonte de receita com venda de publicidade para os fornecedores.

Alguns varejistas menos informados optam em fazer “meia boca” pintando os carrinhos periodicamente. Em relação a isso, algumas observações devem ser feitas quanto ao custo benefício da pintura e da galvanização. A galvanização não solta no atrito, já a pintura solta, o que diminui o tempo entre as reformas; a galvanização elimina a corrosão, enquanto a pintura apenas esconde, o que diminui a vida útil do equipamento; o custo de ambos é praticamente igual, entretanto é claro que o benefício da galvanização é maior. É importante também que o varejista entenda que em 99% dos casos os carrinhos podem ser reformados.

Alguns modelos de carrinhos disponíveis no mercado, além de aumentar as vendas e ajudar na percepção positiva dos clientes ainda aumentam a fidelidade deles, como ocorre com as mães em relação aos carrinhos bebê conforto, os carrinhos brinquedos e os carrinhos infantis. Outros modelos ainda substituem as incômodas cestinhas com vantagens adicionais para o varejista, como os carrinhos duplos de 70 e 90 litros. Portanto, ao comprar novos carrinhos o varejista deve vê-los não como uma despesa, mas sim, como um investimento que trará grandes retornos.

(Colaborou com essa matéria, Sérgio Sordi, especialista em carrinhos).

Por: Sebastião Barroso Felix

#Não é pecado ganhar dinheiro!

Talvez por questões históricas, ideológicas ou religiosas o varejista brasileiro tem vergonha de ganhar ou demonstrar que está ganhando dinheiro com o seu negócio. É comum conversar com empresários e ouvir inúmeras reclamações a respeito do andamento dos negócios, tudo como pano de fundo para esconder que na verdade os negócios vão de vento em popa. Apesar dessa ser a realidade do mercado é importante salientar que o lucro é inerente ao risco e por isso, quem está disposto a corrê-lo merece o devido retorno. Por isso, ao invés de ter receio ou medo de demonstrar que está ganhando dinheiro, deixe claro para todos que Deus ajuda quem cedo madruga.

Já que o assunto é não ter pecado de ganhar dinheiro com a loja, é importante chamar a atenção para um dos maiores erros (pecados) do varejo que é o relativo à quantidade de markups (% de marcação de preços) que os varejistas usam para precificar seus produtos. Normalmente o varejista usa três, no máximo dez markups na marcação de seus preços. Se você imaginar por exemplo que um supermercado de pequeno porte trabalha com uma média de 6.000 itens e que todos esse itens são margeados com no máximo dez markups logo concluirá que algo está errado. Que existe nesse universo um mar de oportunidades de ganhar mais dinheiro na loja, apenas aumentando a quantidade de percentuais de marcação de preço.

Mas isso não é tudo. Além de deixar de ganhar mais dinheiro, aumentando a quantidade de markups para precificar seus produtos, o varejo ainda peca por não saber diferenciar esses markups de acordo com o grau de interesse ou com a percepção do cliente em relação ao valor dos produtos. O exemplo mais clássico dessa afirmação é o sal de cozinha, que é vendido na maioria da lojas por um preço absurdamente baixo, apesar da percepção de valor dos clientes. E isso ocorre justamente por que a loja ignora a percepção de valor dos clientes e não adota um grande número de marcação de preços.

A pergunta que fica é: porque o varejo insiste em trabalhar com uma quantidade pequena de markups, apesar de todas as variáveis serem positivas quando o assunto é ganhar mais dinheiro. Será apenas falta de atenção, desinformação ou uma forma mais cômoda de trabalhar? Independente da resposta a realidade é que o varejista precisa mudar isso rapidamente.

Através da quantidade adequada de marcação de preços é possível o varejista melhorar sua rentabilidade em até 100%. Se há dúvidas sobre isso basta imaginar o seguinte: o varejista não precisa trabalhar todos os produtos da loja com três, cinco ou dez marcações de preço. Pode simplesmente usar um mark-up para cada item que comercializa. Isso mesmo: um percentual de marcação para cada produto. Se a sua loja possui 5.000 itens, então por favor tenha cinco mil markups para precificar seus produtos. E dependendo da situação poderá ainda ter dois ou três markups para cada item.

Para entender melhor tudo isso, o varejista precisa fazer a seguinte análise: qual a diferença em vender uma caixinha de palito de dente por R$ 0, 39 ou por R$ 0,49. Para o cliente nenhuma, pois ele irá levar o produto do mesmo jeito. Entretanto, para o varejista isso faz uma grande diferença, pois a cada dez caixinhas estará ganhando mais R$ 1,00. D e posse desse raciocínio, vamos extrapolar isso para todos os produtos da loja e imaginar que não é preciso vender um determinado produto por R$ 0.65 se é possível vendê-lo por R$ 0.69. Da mesma forma que não se deve vender um produto por R$ 0.90 se o seu valor pode ser de R$ 0,99. O importante é que o varejista saia do lugar comum, que se um produto qualquer com a aplicação da sua margem pode ser vendido com preço superior, que assim o faça, sem constrangimentos ou receios de estar com uma margem superior a tradicional. Não é pecado ganhar um pouco mais de dinheiro, se o cliente estiver disposto a pagar.

É importante que o varejista entenda que não deve haver definição de margens estáticas, ao contrário, elas devem mover-se de acordo com seu interesse, levando em conta a percepção de valor, a aceitação e os interesses dos clientes. Essa postura é totalmente justificável no atual nível de competição do mercado, pois de uma hora para a outra, o varejista pode precisar equalizar preços com os concorrentes e para isso precisa da gordura adquirida. Por outro lado, o varejista precisa perder o medo de querer ganhar dinheiro, achar que isso é vergonhoso, afinal estamos em um mundo capitalista, onde a regra é clara: se não ganhar dinheiro, não sobrevive.

Outro pecado capital do varejo é achar que para sobreviver é preciso vender barato. Que não é possível crescer em um negócio vendendo caro. Infelizmente essa constatação é menos óbvia do que parece e tão utópica como poder voar. Afinal não é comum uma empresa fechar suas portas porque vendia caro e ganhava dinheiro.

Para finalizar quero chamar a atenção dos leitores para a seguinte afirmação: sem vontade de ganhar dinheiro com sua atividade não é possível chegar a lugar algum, muito menos ao sucesso empresarial.

Por: Sebastião Barroso Felix

#Investimento: ameaça ou oportunidade?

Com certeza você já viu ou ouviu falar de empresas que tiveram sérios problemas financeiros por conta de determinados tipos de investimentos. Alguns anos atrás acompanhei um caso, onde o empreendedor a partir de um pequeno comércio modesto, mas super lucrativo, construir uma nova loja com instalações amplas e modernas. Apesar do investimento parecer uma grande oportunidade de melhoria e ampliação dos negócios, na verdade, transformou-se no motivo principal da falência da empresa, alguns meses depois. Em outro caso mais intrigante, o empresário começou a investir em uma nova loja, e depois de algum tempo não tinha capital para terminar a obra, nem para continuar tocando o negócio antigo. Recentemente uma grande rede de supermercados de Mato Grosso, que gozava de excelente saúde financeira, teve seu negócio arruinado por conta de investimentos em outro ramo de atividade e hoje caminha a trancos e barrancos e só Deus sabe até quando estará de pé.

Outras empresas por sua vez tiveram grande sucesso com os investimentos realizados. Uma pequena loja aberta há alguns anos atrás foi a semente de grandes redes supermercadistas de Mato Grosso. Algumas com histórias espetaculares de sucesso, onde os investimentos constantes levaram as organizações a posições inimagináveis. Inúmeras empresas começaram bem  modestas e de forma lenta, mas constante cresceram e fazem parte hoje, do grupo das maiores empresas do ramo.

Casos de investimentos que chamaram a atenção como o do grupo Pão de Açúcar que chegou a ter mais de seiscentas lojas na década de oitenta e que encolheu tanto nos início dos anos noventa que a impressão era que ia desaparecer e ao contrário disso, ressuscitou com novos e acertados investimentos que chegou a liderança do mercado nacional em um curto espaço de tempo.

Quando o investimento pode ser uma ameaça? E quando pode representar uma oportunidade?

É importante entender que nem sempre um investimento representa uma  ameaça, da mesma forma que pode não representar uma oportunidade. As causas ou motivos que levam um investimento transformar-se em ameaça à saúde e sobrevivência da empresa ou a uma grande oportunidade de crescimento e aumento dos negócios precisam ser avaliados caso a caso.

Por isso o empresário interessado em fazer melhorias em sua loja precisa fazer alguns questionamentos a si mesmo antes de tomar a decisão de investir:

  1. o novo investimento representará um aumento real de vendas?
  2. o investimento será feito sem comprometer o capital de giro da empresa no presente e no futuro?
  3. as melhorias a serem feitas na loja vão de encontro com as expectativas e desejos dos clientes?
  4. existe mercado consumidor para absorver o aumento de área de vendas da loja, sem comprometer sua rentabilidade?
  5. foi feito um levantamento detalhado de todos os recursos necessários para realizar o investimento?
  6. existe possibilidade de imprevistos e de algo dar errado, apesar de todo planejamento?
  7. em caso de imprevistos e algo vir a dar errado, existe alternativas para minimizar ou resolver o problema?
  8. o investimento representa uma necessidade real da loja, dos consumidores e do mercado?

Se todas as respostas forem positivas, existe uma grande possibilidade do investimento representar uma grande oportunidade para o negócio. Entretanto, se a maioria delas for negativa, é muito provável que o investimento venha a ser um grande fracasso e represente sérios riscos ao negócio.

Alguns anos atrás, tomar decisões de investimentos erradas, com raras exceções, era possível reverter a situação sem grandes preocupações. Hoje, porém, a situação mudou bastante e um pequeno passo errado, além dos prejuízos ao negócio, torna-se muitas vezes irremediável.

Um investimento de melhoria de uma loja não pode ser motivado por vaidade ou motivos pessoais do empresário, muito menos baseado em suposições. Precisa ser feito de forma altamente analisada e planejada nos mínimos detalhes. Com  previsão de todos os impactos que representa. Desde os relacionados com o retorno sobre o investimento passando pelas barreiras à concorrência até o chamado custo de oportunidade.

Para ilustrar o que estamos tentando dizer, responda a seguinte questão: nenhuma loja da sua cidade é climatizada, você seria o primeiro a fazer isso? Ou ainda: todas as lojas exigem um valor mínimo para entrega em domicílio, você seria o primeiro a não fazer tal exigência? Mais: todos na sua cidade cobram juros para venda à prazo, você seria o primeiro a não fazer isso? Se a resposta foi positiva a qualquer uma das questões, significa muito provavelmente, que seus investimentos em termos de otimização do seu capital estão sendo mal aproveitados.   Em termos mercadológicos é preciso analisar outras variáveis como: nível da concorrência, perfil do seu público-alvo, capacidade de investimento dos  concorrentes, diferencias competitivos da loja, entre outros. Portanto, antes de fazer qualquer investimento na sua loja, análise os prós e os contras dessa decisão.

Por: Sebastião Barroso Felix

#Tenha iniciativa pessoal

“Há dois tipos de pessoas que não chegam a lugar algum: as que nada fazem, a menos que lhes seja ordenado e as que nada fazem mesmo quando lhes é ordenado” – Andrew Carnegie

A iniciativa pessoal é indispensável para quem busca o sucesso. A iniciativa pessoal é contagiosa, basta olhar para os colaboradores de um líder de iniciativa de qualquer setor econômico que será possível concluir essa afirmação.

Geralmente são funcionários que na sua maioria fazem o que deve ser feito mesmo que ninguém os mande. A iniciativa pessoal traz progresso, atenção e oportunidade. Vamos fazer o teste e verificar se essa afirmação é verdadeira: que tipo de profissional chama a sua atenção nos contatos que tem? Pessoas que não se comprometem com seus problemas, que não se importa com a empresa onde trabalha ou pessoas de atenção extremada, que procura resolver seus problemas e transmitir uma imagem mais positiva possível da empresa onde está? Ou ainda, que tipo de profissional você promove: aquele que faz apenas o que você pede ou aquele que vai além, busca soluções para os problemas da empresa e dos clientes?

Não há dúvidas quanto aos benefícios da iniciativa pessoal. Ela tem êxito quando todo o resto falha. Vejamos as seguintes questões: onde estaria você agora, se não tivesse procurado o seu emprego atual? Estaria casado ou solteiro, caso não tivesse tido a iniciativa de procurar um grande amor? Se não tivesse tido iniciativa pessoal estaria formado, ou seria mais um, entre tantos, que não conseguiu concluir o curso superior? É claro, que as respostas são favoráveis às pessoas de iniciativa.

É mais do que sabido que a iniciativa pessoal é a mola propulsora que leva o indivíduo do fracasso ao sucesso, de uma vida simples e desprovida de ambições e bens materiais, à conquista de uma bela casa, um carro novo e escola particular para os filhos.

A iniciativa pessoal cria trabalho. A partir do momento em que qualquer indivíduo toma a firme decisão e o propósito de desenvolver alguma atividade lícita para sobreviver, pode ter certeza, que conseguirá, independentemente do que seja. Se resolver tirar o sustento através da venda de cachorro quente, de fazer serviços de jardinagem, de carpintaria, de pedreiro ou de qualquer outra coisa, não há dúvida de que conseguirá. Ou você não conhece ninguém que vive de vender salgados, de lavar pratos ou cuidar dos filhos dos outros?

A iniciativa pessoal cria oportunidades. Com certeza você já ouviu casos de pessoas que receberam propostas de novos empregos e até de sociedades com outras pessoas, mesmo sem capital, por conta de ter prestado um bom serviço ou demonstrado capacidade superior a alguém, através da iniciativa.

A iniciativa Pessoal cria o futuro. É de conhecimento geral que a maioria das coisas existentes no mundo e que facilitam a nossa vida é o resultado da iniciativa de alguém em inventá-las. Ninguém falou para Santos Dumont inventar o avião, ele simplesmente inventou. Pessoa alguma pediu para que Thomas Edison inventasse a lâmpada elétrica e mais um monte de outras coisas, ele simplesmente as inventou. A iniciativa pessoal cria o progresso. Alguém dúvida que a iniciativa pessoal foi a responsável pela criação de Brasília pelo então presidente JK. Ou que a conquista de cinco campeonatos mundiais pelo Brasil não tenha sido altamente influenciada pela iniciativa de alguns jogadores e dirigentes.

O que é mais interessante na vida, começar algo mesmo que não esteja de posse de todos os recursos e não tenha domínio de todas as variáveis, que possam interferir no seu resultado ou simplesmente não começar, esperar resolver todas as questões para agir? Com certeza é preferível começar algo com um plano fraco, do que adiar a ação. O adiamento é o arqui inimigo da iniciativa pessoal. Ao agir faça o melhor que puder e na medida em que as dificuldades forem aparecendo procure resolvê-las e ignore os comentários desfavoráveis. Se tiver convicção e consciência de que estar no caminho certo não aceite opiniões contrárias.

A iniciativa pessoal é responsável pela geração das maiores riquezas. Para comprovar isso, basta fazer uma análise simples da riqueza de homens como Bill Gates e Sam Walton. Alguém acredita que o maior varejista do mundo o Wal Mart seria o que é hoje se não houvesse a iniciativa pessoal de um homem para construir esse império. Ou como seria hoje o homem mais rico do mundo, caso não tivesse tido a iniciativa pessoal para desenvolver os aplicativos de computador que dominam o mercado. Poderia Henry Ford construir tudo que construiu sem a iniciativa pessoal e a convicção de objetivos bem definidos? Com certeza que não. Da mesma forma que seria impensável imaginar a Índia hoje sem a iniciativa pessoal de Gandhi para libertar seu povo da colonização inglesa.

A iniciativa pessoal é a antecessora de todas as qualidades necessárias aos indivíduos para alcançar o sucesso. Ela forma o hábito da ação tão necessário na busca do objetivo definido. É a motivação constante que leva o indivíduo a crer e ter fé de conseguir alcançar seus objetivos por mais difíceis que possam parecer. Desperta a confiança na vontade de vencer, independente de todos os percalços e infortúnios que possam aparecer. Fortalece a perseverança na busca dos sonhos por maiores que sejam. Gera entusiasmo e persistência na execução das ações até a consecução do seu objetivo maior. Aumenta o entusiasmo tão necessário na luta diária para atingir os objetivos definidos.

Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a iniciativa pessoal é a principal responsável pelo sucesso ou fracasso dos indivíduos. Que dependendo de como o ele age em relação a ela poderá alcançar ou não seus objetivos. Que somente através dela é possível desenvolver outras qualidades necessárias ao indivíduo, como o senso de responsabilidade, franqueza nos atos e ações, lealdade e comprometimento com os objetivos definidos, clareza de propósitos e visão do futuro.

Se ainda não tiver convencido da importância da iniciativa pessoal na conquista do sucesso experimente fazer uma retrospectiva da sua vida. Avalie todos os fatos que lhe trouxeram alegria, prazer e satisfação e veja se esses fatos não foram altamente influenciados pela sua iniciativa. Da mesma forma análise os fatos que lhes trouxeram dissabores, arrependimentos, desilusões, temores e magoas se não foram impactados pela total ausência de iniciativa pessoal.

No mundo empresarial, até mais do que na vida pessoal, a iniciativa é a grande responsável pelos erros e acertos. Se para o indivíduo a iniciativa pessoal representa a mola propulsora do sucesso, nas organizações ela se confunde com a própria essência do negócio e seus objetivos. Não há crescimento, melhorias e aumento de riqueza nas organizações, sem a iniciativa para isso. Crescer empresarialmente significa fazer algo mais. Não é possível ter resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. O segredo do sucesso está em acertar mais do que errar. Devemos pecar pelo erro, nunca pela omissão. Reflita sobre isso!

Por: Sebastião Barroso Felix

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#Você vai dar certo?

É Possível que se fizermos essa pergunta a cem pessoas, as cem respondam com um sonoro sim, eu vou dar certo. O que é até naturalmente normal isso ocorrer, até certo ponto, muito salutar. A verdade, porém, é que essa unanimidade não é tão verdadeira como parece. Para responder a essa pergunta, isto é, para que seja bem sucedido profissionalmente você precisa reunir três coisas essenciais: conhecimento, perspectiva e atitude. O sucesso, em qualquer profissão depende fundamentalmente dessas três qualidades. São elas que fazem a diferença entre aqueles profissionais que decolam na carreira e os demais que ficam estacionados no primeiro degrau da hierarquia. Ser um profissional de conhecimento altamente especializado, que tenha perspectiva de crescimento e atitude para buscar sua posição na empresa, pode ser a diferença entre o sucesso e a mediocridade de ser mais um. A capacidade de estar continuamente aprendendo sobre o seu negócio e sua profissão também pode significar um passo à frente. Afinal a única certeza que temos é das mudanças e para fazer frente a elas é preciso se preparar, aprender sempre. Saber pensar e ter uma perspectiva própria também é um atributo importante para quem busca o crescimento profissional. Os fatores que levam à eficácia de uma empresa e mudam seus resultados estão diretamente ligados aos valores e ao modo de pensar e agir das pessoas que compõem a organização. Investir em treinamentos específicos não garante o sucesso. É importante saber investir nas competências duráveis, ou seja, aquelas que nunca irão se tornar obsoletas e que se traduzem principalmente nas atitudes e posturas das pessoas.

Como requisito do sucesso profissional a atitude diz respeito a capacidade do indivíduo de pensar e agir. Ter uma postura pró ativa. O conhecimento tem a ver com o know how da função ou da atividade que exerce. Atualização e aprendizado continuo da área de atuação. A perspectiva diz respeito a visão própria, individual e diferenciada. Ter capacidade de pensar e agregar valor ao trabalho ou atividade que desenvolve. As três qualidades são importantes para o desenvolvimento profissional, entretanto, a atitude se sobressai às demais pelo simples fato de que tanto a aplicação do conhecimento como da perspectiva dependem da atitude da pessoa. Sem a atitude, o conhecimento e a perspectiva perdem a importância. Para desenvolver a atitude pessoal é preciso seguir alguns passos:

  1. Preocupe-se com o processo e não com a tarefa

Antes de tudo é preciso saber diferenciar o processo da tarefa. Realizar bem uma tarefa, de acordo com as regras da empresa, sem cometer falhas ou enganos, dentro do prazo estabelecido é importante, mas não suficiente. Somente o processo, ao alinhar com eficiência um conjunto de tarefas separadas, cria um resultado que tem valor para o cliente. Uma tarefa bem realizada, sozinha não consegue criar nenhum valor real. O profissional que entende essa diferença e consegue fazer os processos andarem cada vez melhor, é o homem que faz a diferença, e portanto, tem outro valor. O importante é pensar no macro e não no micro.

  1. Os méritos do passado não garantem o sucesso do futuro

Tudo que você fez pela empresa e tudo que conquistou dela até aqui, refletem o seu desempenho passado. São aspectos positivos, do ponto de vista das relações com o trabalho, mas de modo algum garante sua permanência na empresa e muito menos cria alguma obrigação dela em relação a você. O importante é o que você está fazendo agora e o que poderá fazer no futuro pela empresa onde trabalha. Estão fadadas ao fracasso as pessoas que não forem capazes de ter uma visão voltada para metas futuras e resultados em todos os atos, todos os dias.

  1. Quem quer ser bem sucedido tem que fazer mais do que os outros

Você não vai querer chegar ao topo da sua carreira, fazendo exatamente o que os outros fazem? Pois com certeza chegará onde todos chegarão, ou seja, lugar algum. Você precisa estar preparado para oferecer mais e melhores serviços à empresa, mesmo que isso não represente nenhuma vantagem adicional. Assuma com interesse e satisfação toda e qualquer atividade extra que aparecer e encare-a como oportunidade de auto desenvolvimento. Em função da falta de visão a longo prazo da maioria das pessoas em relação a esse atributo, não é preciso esforçar-se muito para se sobressair aos demais. A postura favorável diante do esforço adicional, quase sempre fica muito evidente aos olhos dos superiores.

4. Pense em servir a empresa e não em ser servido por ela

Aquele velho jargão de perguntar a empresa o que ela poderá fazer por você, já não existe mais.Agora é você que deve se perguntar o que pode fazer por ela. O novo conceito é da reciprocidade entre organização e as pessoas. Ou seja, a empresa investe em remuneração, benefícios, treinamentos, oportunidades de crescimento, etc…e espera retornos das pessoas em termos de resultados, metas, satisfação dos clientes, etc. Por seu lado, as pessoas investem em trabalho, dedicação, esforço pessoal, lealdade, etc…e esperam retornos da organização em termos de ganhos, participação nas metas, crescimento profissional, satisfação pessoal, qualidade de vida, etc.

5. O algo mais

O algo mais que as empresas buscam dos profissionais tem a ver com as atitudes e posturas de cada um. O algo mais distingue o profissional de primeira classe daquele que pode ter dificuldade para permanecer e continuar no mercado. O quadro abaixo mostra os “algo mais” que as empresas esperam de seus profissionais:

O grande segredo do sucesso profissional é saber aplicar o conhecimento e a perspectiva por meio de uma atitude dinâmica e empreendedora.
Dez atitudes e posturas que fazem a diferença

01.  Não perguntar o que a empresa pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer por ela;

02.  Estar sempre disponível e preparado para esforços extras e encará-los como oportunidades;

03.  Ser capaz de se relacionar, captar a confiança das pessoas e transmitir seus conhecimentos;

04.  Saber ajudar a sua empresa a lidar com suas reais necessidades;

05.  Investir mais nas suas competências duráveis do que nos conhecimentos específicos;

06.  Lembrar que os resultados do passado não garantem nada para o aqui e agora;

07.  Fazer com que seu trabalho adicione valor aos produtos ou serviços da empresa;

08.  Interessar-se mais pelos novos desafios do que pela compensação financeira que eles podem trazer;

09.  Ter disposição para assumir riscos;

10.  Não justificar as próprias falhas atribuindo a culpa aos outros.

As habilidades comportamentais estão sendo cada vez mais valorizadas pelas empresas do que os chamados fatores técnicos. Os profissionais que desejam ter uma carreira bem sucedida em qualquer área de atividade precisam desenvolver essas habilidades. A valorização meramente quantitativa estão sendo gradativamente substituída nas empresas por uma valorização mais qualitativa. Veja no quadro abaixo quais são elas:

Fatores de sucesso profissional

01.Capacidade para realizar e assumir riscos;02.Ser é tico e íntegro;
03.Ter visão do futuro e capacidade de planejamento;
04.Estar orientado para processos, pessoas e resultados;
05.Ter habilidade em negociação e flexibilidade para mudanças;
06.Ter espírito inovador e criativo;
07.Ter boa liderança e exercê-la pelo exemplo;
08.Ter energia e dinamismo;
09.Ter habilidade em solucionar problemas;
10.Ser bom comunicador, articulador e assertivo.

Faça uma análise de suas atitudes e posturas e verifique se elas se encaixam no perfil necessário ao profissional de sucesso, bem como dos fatores críticos para chegar até lá. Sem eles dificilmente é possível conquistar alguma coisa ou chegar a algum lugar.

Por: Sebastião Barroso Felix

#Novos hábitos, novos consumos.

Conveniência, praticidade e cuidados com a saúde e a nutrição são os atributos impulsionadores da mudança de hábito de consumo, que se apresenta aos novos consumidores.

Ao longo dos anos a sociedade se transforma. A mudança de comportamento do consumidor leva a uma evolução contínua dos hábitos de consumo e faz com que, aquilo que acontece hoje, pode tranquilamente não ocorrer mais daqui há alguns anos. Isso tanto é verdade, que se analisarmos apenas alguns produtos em relação há alguns anos em retrospectiva, podemos observar o tanto que nossos hábitos de consumo mudaram. Aspectos como a descoberta de novas tecnologias e satisfação das necessidades humanas são os responsáveis diretos por essas mudanças.

Os novos hábitos de consumo podem ser notados a partir de questões simples da vida cotidiana. Imagine hoje, como seria sua vida, sem o aparelho celular, por exemplo. Pense em como seria a comunicação sem o uso da internet. Ou ainda como preparar um simples jantar para vinte pessoas em cima da hora. Questões religiosas e sociais também influenciam os novos hábitos de consumo, além de outras como a segurança.

Apesar da renda do brasileiro ser pequena, quando comparada com a renda de trabalhadores de outros países como os Estados Unidos e os da Europa, e dos preços dos novos produtos serem invariavelmente maiores que aqueles mais tradicionais ou similares, a verdade é que os novos hábitos trazem consigo oportunidades enormes de vendas de produtos até então pouco convidativos ou ainda com apelos inexistentes.

Preocupações com a saúde e a estética levam os brasileiros a gastarem verdadeiras fortunas com produtos de beleza, diet e light, por exemplo. O que antes representava apenas um nicho de mercado, hoje ganhou escala e já representa um volume de negócio significativo na economia. O segmento de produtos saudáveis como os diet e light, apesar de apresentarem preços superiores aos seus similares tradicionais, não param de crescer as vendas. D a mesma forma os produtos de embelezamento, que compreende os cosméticos de modo geral não para de ter novos lançamentos e inovações como as tinturas e os shampoos de tratamento.

A venda de produtos como os semi prontos, prontos e congelados são altamente alavancadas em função da mudança de hábito de consumo, influenciados principalmente pela conveniência e praticidade, dois atributos muito valorizados pelos novos consumidores, principalmente as mulheres. Com poder aquisitivo adquirido com o trabalho fora de casa, o pouco tempo disponível para cuidar dos afazeres domésticos e a diminuição dos custos transformou a mulher no principal comprador desses produtos. Outro fator que aumentou muito o consumo de comidas prontas são os chamados consumidores “single”, ou seja, pessoas que moram sozinhas e precisam de conveniência e praticidade na elaboração de suas refeições.

Fatores como a segurança e a religião também influenciam o mercado de comidas prontas. Motivados pela falta de segurança os brasileiros estão ficando mais em casa, o que favorece o consumo de produtos de venda domiciliar como delivery ou drive thru. Por motivos religiosos muitos brasileiros não consomem bebidas alcoólicas, nem produtos de festa, o que aumenta sua permanência em casa e a consequente venda de comidas prontas.

O aumento da qualidade de vida têm favorecido a venda de produtos direcionados para a terceira idade e os chamados produtos frescos, de maior apelo para esse público. D a mesma forma o público infantil mudou muito nos últimos anos, passando basicamente de mero usuário, para influenciador e decisor de compra.

Consumo animal

Outro segmento de consumo que apresenta números surpreendentes é o de produtos para animais, os chamados produtos pet. Só para se ter uma ideia do crescimento desse segmento, pesquisa recente mostra que o consumo de alimentos industrializados para pequenos animais cresceu mais de 400% nos últimos anos. Essa tendência de mercado é o reflexo de um novo comportamento do consumidor, que cada vez mais mora sozinho e precisa da companhia de um animal, seja, cachorro, gato, peixinho ou passarinho. Para se ter uma ideia do tamanho desse mercado, levantamento feito em 2.004, mostra que existe no Brasil 28 milhões de cães, 12 milhões de gatos e mais de 4 milhões de outros bichos de estimação, sendo que 37% desses animais se alimentam com rações industrializadas. Com relação aos canais de distribuição, pesquisa realizada pelo Sebrae indica que 41% do volume de produtos do mercado pet são comercializados por lojas especializadas, 26% pelos supermercados e 23% pelas casas agropecuárias. Levantamento feito pela ACNielsen, empresa especializada em pesquisa de mercado, mostra que o mercado pet cresce em torno de 20% ao ano. Esse número comprova o potencial de crescimento do setor.

Por: Sebastião Barroso Felix