Edição 55

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Revista do Varejista – Ano VIII – Edição 55 – Maio/Junho 2.010

 #Modernização e crescimento de lojas

O varejo se desenvolve de forma muito acelerada. Novas lojas são abertas todos os dias. Pontos de vendas são ampliados ou reformados em todas as partes do país. Enquanto alguns lamentam o insucesso obtido dentro do varejo, outros colhem ótimos frutos, se desenvolvem e ampliam suas estruturas e seus volumes de negócios. Lojas são fechadas é verdade, porém muito mais são abertas ou melhoradas, em termos estruturais por todas as partes. Não importa se a cidade é pequena, média ou grande, o fato é que os investimentos em novas lojas ou em melhorias das atuais tem se acelerado muito nos últimos anos.

Dentro desse cenário o segmento de supermercados faz parte do desenvolvimento e participa de forma efetiva dele. Os maiores grupos empresariais do Brasil investem de forma pesada na ampliação e melhoria dos seus negócios. As redes regionais e mesmo as lojas independentes já descobriram a necessidade de fazer melhorias internas, de ampliarem e até mesmo abrirem novas unidades de negócios.

Diferentemente de tempos atrás onde as empresas pouco investiam nos seus negócios, ficando muitas vezes por 10, 15, 20 anos sem fazerem qualquer tipo de investimento na melhoria da estrutura das lojas, o varejo como um todo já aceita a ideia de que um ponto de vendas não pode ficar por mais de 3, 4 anos sem uma boa mudança na sua estrutura interna.

Apesar dessa realidade muitos varejistas persistem em manter negócios que ficaram “velhos” sem mudanças e investimentos ao longo dos anos e acabam engrossando as estatísticas das empresas fechadas.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Desenvolvimento do Varejo em vários estados dá uma ideia da dimensão do que está ocorrendo no segmento de supermercados. Depois de consultar mais de 1.000 lojas nos estados de MT, MS, GO, RO, AC, PA, DF e MA. Os números surpreenderam e de certa forma confirmaram o bom momento que vive o setor. Perguntado para as lojas se estavam passando por algum processo de reforma, ampliação ou abertura de uma nova loja para o ano de 2.010 as respostas tiveram ligeira diferença entre os estados, mas mostraram de forma clara para onde ou de que forma caminham os investimentos no setor de supermercados.

Em Mato Grosso 19,75% das lojas afirmaram ter algum tipo de projeto em andamento para esse ano. No Mato Grosso do Sul os números foram um pouco mais modestos, cerca de 15,4% responderam de forma positiva. As lojas respondentes em Rondônia por sua vez, mostraram que 14,1% dos pontos de vendas estão passando por algum tipo de melhoria, ampliação ou abertura de novas lojas.

Os investimentos também ocorrem de forma muito intensiva no estado do Pará, nada menos que 12,5% das lojas estão fazendo investimento em melhorias. No Maranhão o percentual de lojas que estão fazendo investimentos alcançou 10,5%. O Estado do Acre apesar do tamanho e da distância de outros centros mais desenvolvidos e competitivos apresentou número bem satisfatório, cerca de 9,7% das lojas estão implementado melhorias ou abrindo novas unidades.  Com números inferiores aos demais Estados, Goiás e Distrito Federal aparecem na lanterna com 4,9% e 4,7% respectivamente das lojas fazendo investimentos em melhorias.

Apesar dos números mostrarem uma discrepância de investimentos entre os Estados eles também serviram para mostrar o nível de competitividade e de exigência do consumidor local de cada região.

A pesquisa surpreendeu já que teoricamente o Estado de Goiás e o Distrito Federal deveriam ter um mercado mais competitivo e exigente. Na prática, porém os números mostraram o contrário e as explicações para isso existem. O segmento de supermercados no Estado de Goiás é muito pulverizado. Tirando as redes nacionais não existe redes grandes no Estado. Já no Distrito Federal o problema é estrutural já que o Governo define o tamanho e as áreas que podem ser exploradas como supermercados. Além de dificultar a abertura de novas lojas e por consequência o aumento da concorrência isso também desfavorece as ampliações e as reforma já que os espaços são reduzidos.

Apesar do bom desempenho das lojas muitos erros são cometidos pelos empreendedores de todos os estados na ânsia de implantar melhorias nas lojas, fazendo com que os investimentos não consigam se refletir em bom projetos de reforma, ampliação ou mesmo de novas lojas. Nesse negócio dinheiro disponível para investir não basta é preciso muito mais.

Os erros cometidos pelos varejistas são os mais variados possíveis, desde ausência de um bom projeto (layout de loja) antes de começar a obra até aquisição de equipamentos em quantidades erradas. A maioria das decisões na hora de reformar, ampliar ou construir novas lojas são tomadas na sua maioria baseadas apenas no “feeling” dos empresários.

Abaixo um pequeno roteiro para quem deseja reformar ou construir nova loja:

1º Passo

  • Antes de fazer qualquer coisa é necessário elaborar o projeto de layout da loja, (planta baixa futura).

2º Passo

  • Depois de definido o layout contrata-se o serviço de arquitetura para elaborar o projeto arquitetônico e levantar os custos da obra.

3º Passo

  • Solicita-se os alvarás de construção.
  • Inicia-se a construção da loja.
  • Dar início aos orçamentos dos equipamentos.

4º Passo

  • Execução do projeto de layout.
  • Montagem dos equipamentos.
  • Execução do projeto de departamentalização e plano de exposição (montagem da loja).
  • Programa do pacote promocional de inauguração.

5º Passo

  • Inauguração da loja com a execução do pacote promocional.

6º Passo

  • Depois de 90 dias, avaliação do projeto e montagem da loja.
  • Execução de ajustes na departamentalização e plano de gôndola, caso necessário.

Este roteiro é um caminho seguro para quem quer fazer a coisa certa. Sem ele é quase certo que a modernização da loja pode se transformar em uma grande dor de cabeça.

Por: Sebastião Barroso Felix

 

#Ser ou Não Ser Comerciante

Para ter sucesso no varejo, não basta abrir uma porta num prédio de uma rua movimentada e esperar que as pessoas entrem para comprar. As ruas realmente estão cheias de lojas e poucas pessoas se dão conta de que muitas delas trocam de endereço ou fecham antes de seu primeiro ano de vida.

O comerciante abre a loja e o cliente decide entrar ou não. Muitas portas estão abertas oportunizando uma ampla variedade de escolha aos consumidores. A concorrência é grande e ganha a preferência quem está mais atualizado, melhor aprimorado, e mais se identifica com as necessidades dos consumidores.

Vocação é a denominação de uma série de talentos e esforços para alguém ter o melhor desempenho na escolha de uma atividade empresarial. Para ser um lojista de sucesso, é necessário principalmente gostar de gente.

A vocação para o comércio é um dos primeiros pré-requisitos para pensar em trabalhar no varejo. Quem não tem habilidade, gosto e aptidão para lidar com pessoas, tem de pensar bem antes de abrir o negócio.

Ser comerciante é algo que está dentro da pessoa, que pode e deve ser aprimorado. Vocação não é necessária somente para exercer o sacerdócio, ela é inerente a toda atividade humana, e para o comércio tem grande importância. Ela também exerce função relevante na escolha dos auxiliares, pois um dos segredos para o sucesso do lojista é ter funcionários que também tenham essa vocação.

É preciso escolher colaboradores que tenham empatia, saibam colocar-se no lugar dos clientes e que tenham simpatia, façam um esforço consciente para agradar aos clientes.

É importante no recrutamento buscar a vocação de relacionamento com o cliente. A equipe deve ser montada levando em conta que tenha bom perfil de comércio. E isso pode ser aprimorado. Quando a pessoa tem perfil e potencial, faz-se o aprimoramento como quem lapida um diamante.

Mas, vocação por si só não é suficiente. Existem três tipos de pessoas no mundo: as que ficam observando o que acontece, as que fazem acontecer, e as que perguntam o que aconteceu.  O ser humano que não tiver força de vontade para progredir fatalmente regredirá.

O treinamento é fundamental, pois além de moldar as pessoas para o que vão fazer, tem a função de aprimorar e de atualizar os profissionais.

É indispensável acompanhar a evolução do negócio e das necessidades dos clientes. No passado, as necessidades eram “x” e agora são “y” e mais alguma coisa. A vocação deve ser aprimorada, o lojista deve estudar e se aperfeiçoar para apresentar sempre as melhores soluções para os clientes. Os sinais que recebe do mercado sugerem o caminho a ser trilhado. Estar atento ao universo de coisas que acontecem é necessário para melhorar o negócio continuamente.

Por: Soeli de Oliveira, Consultora e Palestrante, nas áreas de Varejo, Vendas, Motivação e Atendimento – soeli@sinos.net

 

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#Você é comprometido com suas decisões?

Atualmente, profissionais comprometidos passam a ser destaque, diante de pessoas que não valorizam o planejamento, o processo de aprendizagem e a determinação nas decisões. Nesse sentido, o comprometimento é um desafio que representa expressivo diferencial competitivo, na busca por melhores resultados para a superação de metas e valorização do conhecimento humano. E como está o grau de seu comprometimento? Como ser comprometido com as decisões, se há insegurança em aceitar as mudanças? Como ser comprometido, se o medo é maior que a ação? Observe a seguir, que o comprometimento não acontece em um passe de mágica, mas exige de você, a vontade de acreditar no seu potencial.

Você aceita as mudanças como uma oportunidade?  Em decorrência do comodismo, estabilidade ou insegurança, o desafio de aceitar uma mudança gera conflitos e uma sensação de desconforto. Quantas pessoas você conhece que reclamam constantemente da empresa que trabalham? Você conhece pessoas que reclamam diariamente que são infelizes no casamento? Quantas pessoas você conhece que abandonam as decisões, por insegurança de aceitar uma mudança como oportunidade? O que essas pessoas fazem na prática? Simplesmente reclamam e não praticam nenhuma mudança. Há pessoas que reclamam da empresa, mas não são capazes de ficar uma hora a mais para concluir uma atividade. Também existem aquelas que querem ser as primeiras colocadas, mas quando a empresa convida para um treinamento, dizem que no dia a dia, o ensinamento não funciona. Uma pessoa que somente reclama e não coloca em prática uma mudança, está contaminada com um vírus, chamado comodismo.

Você acredita que toda ação tem uma reação?  Cheguei a um posto de combustível. Ao descer do veículo, observei o frentista com uma aparência triste e com uma fisionomia de desânimo. Em uma rápida abordagem, constatei total despreparo e desqualificação. Quando perguntei sobre o preço da gasolina, esse funcionário do posto respondeu que ali era o preço mais caro da cidade. E qual o propósito desse funcionário? A resposta é levar, em um curto espaço de tempo, a empresa à falência. Você concorda comigo? Imagine se a ação desse funcionário é praticada diariamente, durante o expediente de trabalho com outros clientes? Quero que você faça uma reflexão sobre a história que acabo de relatar. Note que, para esse posto de combustível, passo a ser um consumidor que não voltará mais. E quantos clientes vão fazer o mesmo? Na sua empresa, como está o comprometimento de seus funcionários com sua decisão de encantar os clientes? As pessoas que fazem parte da sua equipe acreditam que toda ação oferece uma reação?

Quando sou convidado para apresentar palestra sobre o tema comprometimento, gosto de realizar a reflexão de que um colaborador, indiferente da sua área de atuação, precisa vestir, transpirar e defender a camisa da organização. Acima de tudo, ele precisa acreditar que suas determinações vão resultar no encontro da satisfação com o fazer bem feito. Estar comprometido com suas decisões, exige esforço para sair do comodismo e aceitar cada mudança como uma oportunidade. Significa entender, que toda ação tem uma reação, que pode contribuir para a contínua construção da sua trajetória de sucesso profissional. Agora responda: Você está comprometido com suas decisões?

Dalmir Sant’Anna – Palestrante e Mágico. Autor do livro “Menos pode ser Mais”. www.dalmir.com.br

 

#Panorama da Internet no Brasil

O mercado de internet no Brasil cresce a passos largos e o varejo vem se beneficiando desse crescimento de forma sustentada. Muitas operações de varejo, inclusive supermercados já estão trabalhando com vendas online. Os números do mercado são animadores:

  • 67,5 milhões de pessoas online;
  • 37,9 milhões de usuários ativos;
  • 46,9 milhões de pessoas com acesso à internet, tanto no trabalho como em domicílios.

Os compradores online passaram dos 17 milhões de consumidores. As redes sociais são as portas de entrada da maioria dos usuários. As classes C/D/E entram na internet pelas redes sociais e pelos comunicadores instantâneos como o messenger e gtalk.

Orkut é a rede que tem mais brasileiros conectados, somando mais de 25 milhões de pessoas, seguido do Twitter, Facebook, Ning e Sônico. Segundo levantamentos feitos pela ACNielsen e Ibope Online em Março de 2010 e IAB Brasil em Abril de 2010

Internet no Brasil

Abaixo informações dos indivíduos que já acessaram a Internet. Percentual sobre o total da população (PNAD 2008). Indivíduos que informaram ter acessado a Internet pelo menos uma vez na vida, de qualquer lugar.

Região Já acessaram a Internet Total
Norte 42% 6.335.700
Centro-Oeste 53% 7.191.040
Nordeste 42% 22.236.480
Sudeste 53% 37.155.650
Sul 53% 14.483.310
Total Brasil 49%(*) 92.134.210

Fonte: NIC.br : 2009

E-commerce no Brasil

O comércio eletrônico por sua vez cresce a olhos vistos, no mesmo ritmo do crescimento do acesso à rede. O setor parece imune e longe de qualquer tipo de crise, basta ver os números.

  • 92% dos internautas pesquisam na web antes de comprar um produto ou contratar um serviço.
  • 76% dos entrevistados procuram dados em fóruns ou blogs, 50% deles já chegaram a mudar sua opinião sobre uma compra ao encontrarem uma opinião negativa e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.

Decodificando as Necessidades Digitais

Outra pesquisa realizada também em 2.010 pela TNS Research International mostra a robustez do segmento de vendas online. O E-commerce brasileiro cresceu 30%, atingindo faturamento de R$ 10,6 bilhões e tíquete médio de R$ 335 em 2009. Para 2010, a expectativa se mantém nesse patamar e o faturamento deve chegar a R$ 13,6 bilhões.

Por qualquer ângulo que se analise os números chamam a atenção. A 21ª edição da pesquisa WebShoppers e E-bit realizada em Março de 2010 mostra que 17,6 milhões foi o número de pessoas que compraram pela internet em 2009, um crescimento de 33% em um ano. Para 2010, esse número deve chegar a 23 milhões, o que representa um crescimento ainda maior, de 35%. As categorias de produtos mais vendidas no e-commerce em 2009 foram: Livros e Assinaturas de Revistas e Jornais, Saúde, Beleza e Medicamentos, Eletrodomésticos, Informática e Eletrônicos.

Empresas como Magazine Luíza, Ponto Frio, Casas Bahia e Extra já tiram das vendas online uma parte importante do seu faturamento. Outras empresas como Carrefour e Walmart estão correndo atrás do tempo perdido. Outros varejos menores e até especializados também fazem à mesma coisa.

A proporção de indivíduos que já compraram produtos e serviços pela Internet. Percentual sobre o total da população (PNAD 2008). Percentual sobre indivíduos que informaram ter acessado a Internet pelo menos uma vez na vida.

Região

 

Já compraram via

Internet

Total
Norte 20% 1.267.140
Centro-Oeste 20% 1.438.208
Nordeste 13% 2.890.742
Sudeste 23% 8.545.800
Sul 21% 3.041.495
Total Brasil 20% 18.426.842

Fonte: NIC.br : 2009

Da mesma forma que o comércio tradicional alcança os maiores índices de vendas na data sazonais o comércio eletrônico segue a mesma tendência. Pesquisa “O Raio X das datas comemorativas” realizada em 2009 mostra os números.

 

 

Dia das Mães Dia dos Namorados Dia dos Pais Dia das

Crianças

Natal
Período 23/04/09 a

09/05/09

28/05/09 a

13/06/2009

30/07/09 a

14/08/09

28/09/09 a

12/10/09

15/11/09 a

23/12/09

 

Faturamento

 

R$ 440 milhões

 

 

R$ 393 milhões

 

R$ 437 milhões

 

R$ 450 milhões

 

R$ 1,63 bilhões

 

Tíquete Médio

 

 

R$ 337

 

 

R$ 330

 

R$ 346

 

R$ 339

 

R$ 362

 

Crescimento nominal em relação a 2008

 

 

15%

 

21%

 

29 %

 

25 %

 

30 %

Categoria de

produto de destaque na data

Eletrodomésticos

14%

Saúde, Beleza e

Medicamentos

14%

Telefonia /

Celulares

6 %

Informática

9 %

 

Informática 9 %

 

O pequeno varejo ainda não explora esse nicho de mercado. Ainda há por parte de muitos varejistas uma certa descrença e até um ceticismo com relação à veracidade dos dados do setor divulgados pela mídia.

Por: Sebastião Barroso Felix

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#Cai o consumo de feijão e arroz no Brasil

 Os brasileiros estão comendo menos feijão e arroz de acordo com pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab. Em 2006, 71,9% da população adulta comia feijão pelo menos cinco vezes por semana. Em 2009, a proporção caiu para 65,8%.

Há argumentos tradicionais utilizados para justificar a redução do consumo de feijão. Os economistas afirmam que o produto tem elasticidade de renda negativa, ou seja, à medida que a renda do consumidor aumenta o consumo do produto diminui. Por sua vez, outros afirmam que ocorreu um crescimento do preço real do feijão em comparação a outros alimentos. Outros ainda apontam a dificuldade de preparo caseiro e o tempo de cozimento que se contrapõe à necessidade de redução do tempo de trabalho doméstico. Além disso, há maior número de pessoas fazendo suas refeições fora do lar e a substituição do feijão por outras fontes de proteína.

Os dados da pesquisa demonstram o impacto das mudanças no padrão alimentar do brasileiro – que acompanha tendência mundial de maior consumo de alimentos gordurosos – e, ao mesmo tempo, a preocupação de uma parcela da população em reverter esse quadro.

Com um ritmo de vida cada dia mais corrido, as pessoas acabam por optar por comidas mais rápidas, incluindo as industrializadas. Além disso, as pessoas passaram a comer mais vezes fora de casa. O percentual de pessoas que almoçam em casa ou preparam sua refeição tem reduzido nos últimos anos, e assim as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos e, geralmente, mais gordurosos, como os pré-cozidos, enlatados ou mesmo os fast foods.

A boa notícia do perfil alimentar do brasileiro é o aumento do consumo de pelo menos cinco porções diárias de frutas e hortaliças. Cerca de 30,4% da população com mais de 18 anos optam por esses alimentos cinco ou mais vezes na semana. O consumo por sua vez subiu de 7,1% para 18,9% da população de 2006 a 2009. Mesmo com o índice ainda baixo, o aumento reflete uma maior conscientização sobre a alimentação saudável.

Consumo de feijão cai e arroz está estagnado

Com a mudança no estilo de vida da população, o feijão e o arroz estão saindo da rotina do brasileiro. O consumo de feijão entre os brasileiros tem caído nos últimos 40 anos, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab. Da década de 1970 para cá, a redução foi vertiginosa: quase 50%. Na década de 70, o consumo per capita do feijão chegava a 21,50 quilos/ano, conforme dados do IBGE. Nos anos 80, baixou para 16,39 quilos/ano e, na década de 90, teve um ligeiro aumento, para 16,80 quilos/ano. Porém, após o Plano Real, em 1996, o consumo teve nova queda. Hoje, não passa dos 16 quilos/ano. Já o consumo de arroz – que varia de 74 a 76 quilos/habitante/ano – está estagnado, apenas acompanhando o crescimento populacional, provocando preocupação nos produtores, que não sabem como lidar com os estoques excedentes.

Com a oferta cada vez mais rica de produtos congelados, industrializados e prontos para o consumo, a tradicional cena do arroz com feijão têm sido cada vez menos frequente no prato dos brasileiros. Os novos produtos alimentares criados pela indústria têm conquistado um público crescente, principalmente nos grandes centros, onde também o fast food é uma realidade para milhões de brasileiros. Devido a essa mudança, não só o feijão e o arroz, mas também a farinha de mandioca, e a farinha de milho – alimentos mais tradicionais na dieta do brasileiro – têm amargado uma redução significativa em seu consumo.

O arroz com feijão ainda são prioridade para os indivíduos de renda menor, de acordo com o levantamento da Conab. Mas para os mais abastados, estes alimentos ocupam posições menos privilegiadas.

Mudança na mesa

O recuo no consumo total dos dois produtos decorre da mudança de hábitos alimentares, principalmente da classe média. A vida agitada das famílias, com pais e mães trabalhando fora, favorece hoje mais o consumo de alimentos industrializados, como sanduíches e pizzas. A dieta de arroz com feijão ficou um pouco abandonada porque as famílias não estão mais se reunindo para fazer as refeições. Outro reflexo social importante, estimulado pela grande variedade de oferta de refeições rápidas e a tendência a considerar a dupla arroz com feijão como “comida de pobre”. Por isso, à medida que aumenta a renda dos consumidores, eles tendem a trocar o prato tradicional por itens como massas e embutidos.

Por: Sebastião Barroso Felix

#Nota Fiscal Eletrônica

SPED – da obrigação legal ao gerenciamento inteligente

Dando continuidade ao artigo anterior sobre Nota Fiscal Eletrônica, faremos uma rápida abordagem sobre as ferramentas contábeis e fiscais, mas temos como foco o impacto do projeto Sped na gestão das empresas e os desafios gerenciais que virão pela frente.

Sped Contábil ou Escrituração Contábil Digital nada mais é do que transportar as informações contábeis do papel para os meios eletrônicos. Nada muda na contabilidade.  É bom lembrar que com exceção das empresas tributadas pelo regime de Lucro Real, nem todas empresa que emitem NF-e serão obrigadas a fazer ECD, mas do ponto de vista estratégico é interessante se enquadrar para usufruir dessa ferramenta. Seu sistema contábil gera um arquivo digital no formato especificado pelo fisco, assina a escrituração e o requerimento e transmite anualmente para o Sped até 30 de junho do ano subsequente ao ano fiscal. O Sped fornece um recibo eletrônico da declaração, extrai um resumo e o disponibiliza para a Junta Comercial.

Sped Fiscal ou Escrituração Fiscal Digital, vai substituir definitivamente os seguintes livros fiscais: Registro de Entradas , Registro de Saídas, Registro de Inventário, Registro de Apuração do IPI e Registro de Apuração do ICMS. Consiste em um arquivo digital, com a escrituração de documentos fiscais e outras informações de interesse do fisco, com o registros de apuração MENSAL de impostos. Este arquivo será assinado digitalmente e transmitido, via Internet, ao ambiente Sped para Receita Federal e Sefaz.

Devido a importância da informação publicamos novamente a relação sobre a obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal Eletrônica:

  • Atividades Industriais
  • Atacadistas e Distribuidores
  • Vendas para fora do Estado
  • Vendas governamentais
  • Vendas à Pessoa Jurídica
  • Produtores rurais, com renda à partir de R$ 1.800.000,00

Desafios Gerenciais

O SPED representa uma revolução para a gestão empresarial e sugerimos que faça dele um projeto de melhoria de Gestão da sua empresa, que vai continuar comprando pelo mesmo preço, vendendo pelo mesmo preço e pagando mais impostos, ou melhor pagando os impostos que eventualmente não pagava antes e o seu cliente não está disposto a pagar mais caro pelo produto ou serviço, só porque sua empresa não vai mais poder sonegar impostos.

Um levantamento realizado com mais de 300 pequenas e médias empresas, cujo faturamento varia de R$ 300 mil à R$ 10 milhões por ano, na região Centro-Oeste e estado de Rondônia, mostra uma realidade assustadora:

  • 59% dessas empresas tem baixa ou nenhuma lucratividade operacional e sobrevivem da sonegação fiscal, com o agravante que também sonegam para vender mais barato. Desaprenderam a calcular preço de venda com tributos embutidos. Desconhecem os impostos incidentes sobre seus negócios e não tem controle do peso que eles exercem sobre o faturamento da empresa.
  • 27% vivem numa penumbra. Quando é possível, fazem a coisa certa, mas, na maior parte do tempo, fazem como a maioria e sonegam tributos para sobreviver ou para vender mais barato que o concorrente e também não sabem mais calcular o preço com a inclusão de tributos
  • Apenas 14% tem uma gestão organizada e podemos considerar profissionalizadas. Calculam preços com tributos embutidos, pagam todos seus tributos e tem boa gestão e por isso estão em boa situação econômica e financeira

Diante dessa realidade o primeiro passo é fazer uma radiografia da sua empresa para rever seus controles de custos: Custo da Mercadoria Vendida e as variáveis que impactam esse custo; conhecer a fundo suas despesas fixas e qual seu peso sobre a Receita, para poder controlar de forma adequada. Conhecer sua Margem de Comercialização sobre vendas em cada um dos itens que sua empresa trabalha, para se certificar se cobre Despesas fixas, despesas variáveis e deixa uma margem de lucro.

Embora os impostos represen­tem hoje, o principal custo das empresas, poucas procuram ra­cionalizar os gastos por meio de Planejamento. Existem inúmeros procedimentos previstos em lei ou não proibidos por lei que permitem a redução dos impostos a pagar e melhora na vida das Empresas. Ao contrário do que se imagina, não é só as grandes empresas que se benefi­ciam do planejamento tributário. Qual­quer empresa, por menor que seja, pode fazê-lo. O contribuinte tem o di­reito de diminuir os custos de seu ne­gócio, inclusive dos impostos. A questão tributária é importante demais para ficar só na mão do Contador. O empresário ou o gestor da empresa precisam conhecer a fundo esse assunto e ter domínio sobre ele. Conhecer os tributos que aumentam custos do produto, tributos que incidem sobre suas despesas operacionais, tributos que incidem sobre preço de venda e créditos tributários que sua empresa direito em função do regime tributário da sua empresa.

Empresários e gestores raramente se preocupam em conhecer as diferenças entre regimes tributários e qual é o mais vantajoso para sua empresa e esquecem que o regime tributário determina como sua Empresa é taxada pelo fisco.

Conheça as vantagens e desvantagens de cada um. Analise as possíveis vantagens de mudança de regime. Converse com seu contador. Fazer uma revisão de processos para adequar ao novo sistema de forma produtiva, absorver as mudanças, reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e manter-se competitivo sem perder dinheiro

Por: José Ribeiro da Silva, Consultor e Palestrante

#Supermercado Maravilha participa do Programa Fácil de Reestruturação Interna de Loja

No dia 06 de Maio o Supermercado Maravilha uma pequena loja de 360m2 de área de vendas localizada em Feliz Natal a 500 km de Cuiabá-MT recebeu a Visita do Consultor do Programa

Fácil de Reestruturação Interna de Loja, Sebastião Barroso Felix, para participação no Programa.

Confira abaixo, entrevista realizada com o proprietário da loja Sr. Romeu, 15 dias depois da visita do consultor sobre a participação da sua empresa no Programa.

Revista do Varejista: Você participou do Programa Fácil de Reestruturação Interna de Loja, onde o consultor foi na sua empresa e durante 08 horas fez uma análise, discutiu as possíveis mudanças na loja com você e fez uma sugestão de um novo layout e um novo plano de exposição? O que você achou das sugestões de mudanças?

Romeu: Achamos muito boas, mas o cliente que é nosso principal objetivo achou melhor ainda.

Revista do Varejista: Foi difícil fazer as mudanças na prática, com as orientações dadas pelo consultor durante a visita?

Romeu: Não. Ele esclareceu muito bem o que era preciso mudar.

Revista do Varejista: Além do custo da consultoria, teve necessidade de outros gastos para implantar as mudanças?

Romeu: Não. O impressionante é isso, foi a primeira vez que fizemos mudanças internas na loja e não gastamos nada.

Revista do Varejista: Além das orientações sobre as mudanças, houve mais alguma orientação interessante?

Romeu: Sim. Várias orientações. Foi um dia muito proveitoso. Aprendemos que nunca sabemos de mais e que com um profissional nos auxiliando, vimos que é mais fácil se planejar o futuro de uma empresa e vê-la crescer da maneira certa.

Revista do Varejista: Qual a mudança proposta que mais chamou a sua atenção?

Romeu: A mudança da seção de cosméticos e higiene pessoal. Essa seção já esta até vendendo mais e estamos conseguindo ter uma variedade melhor de produtos.

Revista do Varejista: Diante dos resultados que já está obtendo você acha que valeu a pena o investimento? E por que?

Romeu: Valeu sim, pois já estamos percebendo o cliente mais satisfeito com o nosso atendimento, pois está tendo mais facilidade para achar o que procura e o espaço interno da loja melhorou muito.

Revista do Varejista: Você recomendaria esse tipo de trabalho para pequenas lojas como a sua? E por que?

Romeu: Sim, porque às vezes fazemos mudanças por conta própria e os erros que cometemos para tentar acertar, ficam mais caro do que contratar um profissional como o Sr. Sebastião.

Revista do Varejista: Em nota de 0 a 10, como você avalia esse tipo de trabalho para as pequenas lojas que não dispõem de capital para contratar um serviço de consultoria mais amplo?

Romeu: Nota 10, pois com esse tipo de consultoria mesmo nós que temos lojas menores conseguimos proporcionar aos nossos clientes uma qualidade de atendimento e produtos que uma loja grande tem, com isso ficamos muito satisfeitos com os resultados.

Dados da loja

Razão Social: Machado e Itadmik Ltda

Nome de fantasia: Supermercado Maravilha

Cidade/estado: Feliz Natal – MT

Telefone: 66 3585 1337

Contato: Agnes ou Romeu

Área de vendas: 360 M2

Por: Redação

#Capa

#Como se tornar um empreendedor de sucesso

Abrir um negócio no Brasil diante das dificuldades burocráticas e do tamanho da carga tributária é uma verdadeira operação de “guerra” e não é para qualquer um. É preciso se empreendedor, se não os projetos e os sonhos de um negócio próprio ficam pelo caminho.

A notícia boa diante desta triste realidade de empreender no Brasil é que mesmo com tantas dificuldades a cada dez minutos, em média, um novo milionário surge no país, mostrando que mesmo diante de tantas incertezas, que cercam a abertura de um negócio, é possível sim ter muito sucesso com esse tipo de iniciativa. Para qualquer lugar que se olhe, desde pequenas cidades até as metrópoles é possível ver empreendedores escalando o topo do sucesso. Apesar dessa realidade que se contrapõe as dificuldades de empreender, fazer isso de forma acertada não é nada fácil.

Como chegar lá

Alcançar o sucesso ou simplesmente chegar onde deseja é ou deveria ser a meta de qualquer mortal. Muitos têm perseguido o almejado sucesso, mas somente uma pequena parcela dos que tentaram, chegaram exatamente onde planejaram. Aqui o leitor tem a sua disposição um guia, para se orientar e atingir todos os seus objetivos. A tarefa não é fácil, ao contrário é muita árdua.

Abaixo alguns conselhos de especialistas na área para que busca chegar lá:

Lição Número Um

Crie um produto, serviço ou solução exclusiva

Apesar de termos a impressão de que tudo que precisamos já existe o fato é que a as necessidades humanas são ilimitadas. As pessoas nunca chegarão ao ponto de achar que não precisam de mais nada. O ser humano, apesar de sua aparente perfeição é cheio de desejos, frustrações e necessidades de autoafirmação. Além disso, as tais imperfeições psicológicas mudam constantemente ao longo da vida, fazendo com que as motivações de consumo mudem, criando um círculo virtuoso sem fim. Tal realidade inerente a condição humana traz oportunidades ilimitadas para novos empreendedores que buscam um lugar ao sol.

A regra número um para quem busca empreender com sucesso é, portanto, criar um produto, serviço ou solução exclusiva que atenda as necessidades, talvez desconhecida até o no momento, de um determinado público. Desconhecida, mas não inexistente. Talvez pequena, mas suficiente para dar sustentação ao negócio e crescer de forma mais acentuada na medida em que mais pessoas entrem em contato com ela.

Lição Dois

Inspire-se nos líderes de mercado e nas grandes empresas

A maior vaidade humana é achar que somos o máximo e que os outros são exatamente isso, os outros. É claro que cada pessoa tem o seu valor pelos seus próprios méritos. Porém para um empreendedor alimentar essa vaidade pode levá-lo a lugar nenhum.

Um empreendedor visionário que busca sucesso em qualquer área empresarial, deve sim olhar para os líderes e, sobretudo inspirar-se neles. Muitas vezes as oportunidades estão justamente na incapacidade dos lideres de prover soluções, serviços ou produtos para atender uma determinada necessidade de seu público. Isso é normal porque como dissemos anteriormente as necessidades humanas são ilimitadas, e, portanto, impossível de serem atendidas por uma única ou um grupo de empresas, mesmo as lideres e maiores do mercado ou de um segmento. Uma empresa não consegue atender todas as demandas de seus clientes, daí o surgimento das oportunidades para quem está entrando no mercado.

A inspiração nos líderes passa por observar o que estão fazendo e de que forma. Para onde caminham? As brechas de oportunidades que não estão atendendo ou até não se interessam em fazê-lo, por que para elas aquele mercado é muito pequeno e não compensa entrar nele. Isso muitas vezes acontece. Porém apesar de determinado segmento de mercado não interessar aos líderes não quer dizer que ele seja pequeno e insuficiente para dar lucro aos iniciantes ou mesmo que seja inexistente.

Inspira-se nos líderes é descobrir seus pontos fracos, ineficiências, suas falhas e buscar alternativas ou soluções para esses problemas de forma criativa e viável comercialmente. É olhar para o mercado e identificar as pequenas mais importantes diferenças de necessidades de um público, mesmo que aparentemente ele esteja sendo bem atendido e satisfeito.

Também é importante observar alguns caminhos que os líderes trilharam e que o empreendedor pode cortá-los sem prejuízo algum. Ou mesmo decisões acertadas que podem ser melhoradas ou ampliadas.

Lição Número Três

Entregue mais do que os clientes esperam

Essa sem dúvida é uma das estratégias mais vencedoras dos produtos, serviços e soluções inovadoras e talvez um dos motivos de sucesso dos maiores e mais rápidos empreendedores criados na história mundial. Essa também é a grande diferença entre uma empresa líder, que às vezes domina um determinado mercado, se estagna chegando até morrer e as pequenas empresas e seus empreendedores visionários.

Isso é real porque as grandes empresas presas ao emaranhado da sua burocracia, do seu gigantismo e muitas vezes de interesses pessoas subestima a inteligência de seus consumidores e a capacidade empreendedora de novos empresários. As grandes empresas investem em pesquisas e novas tecnologias mais pouco faz em relação à capacidade empreendedora de seus colaboradores e simplesmente perdem aquilo que fez a diferença no início de seus negócios.

Dificilmente a vantagem competitiva de uma grande empresa está em entregar mais do que seus clientes pedem ou precisam. Esse papel acaba sendo dos novos empreendedores. São eles que inovam, criam e desenvolvem produtos, serviços e soluções capazes de atender as e superar as expectativas dos consumidores. Isso acontece porque para as grandes empresas, mesmo que consiga resolver todas as dificuldades relacionadas com sua burocracia interna elas não têm paciência nem estão dispostas a esperar o tempo necessário para alcançar os resultados com novas soluções, serviços ou produtos.

Lição Número Quatro

Seja original sempre

A inovação, com a criação de produtos, serviços e soluções para os consumidores de um mercado passa muitas vezes pela originalidade. Sem contrapontos com o que existe disponível para os clientes. Ser original requer inovação. Os dois adjetivos andam juntos, se completam se fundem na criação de valor para um produto ou serviço.

O caminho inverso ou paralelo feito por muitos empreendedores buscando a originalidade para seus produtos ou serviços só são possíveis porque as grandes organizações estão pautadas por uma lógica ou linha de raciocínio difícil de ser mudada em função dos custos invisíveis de uma decisão errada. Coisa que para o empreendedor ou pequeno empresário simplesmente não existe. Pelo contrário, para um empreendedor restam poucas coisas além da necessidade de “arriscar”, afinal de contas não há nada a perder. Enquanto para a grande empresa existe muita coisa em jogo, para o novato empresário, não existe nada além da necessidade e da busca de acertar.

Lição Número Cinco

Antecipe- se às tendências de mercado

Apesar de parecer que as grandes empresas têm mais facilidade de seguir as tendências de mercado do que as pequenas empresas, afinal de contas elas contam com pesquisas e dispõem de capital no volume que precisar para adquirir novas tecnologias o fato é que as coisas não são bem assim. Apesar de dispor de tudo isso, uma grande organização, não podemos esquecer, é formada basicamente de pessoas e processos, muitas vezes engessados. Além disso, essas pessoas compartilham de uma visão e de valores difíceis de serem mudados. Isso faz com que os processos de mudanças sejam lentos, morosos e com altos custos psicológicos para os envolvidos. Daí o motivo de tantas empresas não acompanharem as tendências de mercado, mesmo tendo todas as condições teóricas para fazê-lo e estando claro para elas que não existe outro caminho. Algumas acabam se inviabilizando como negócio justamente por que não conseguem fazer essa “passagem”. Para outras o custo da mudança é muito grande e não vale a pena arriscar.

Por outro lado, as pequenas empresas e os iniciantes empreendedores não têm esse tipo de preocupação e muito menos as dificuldades inerentes às grandes empresas e assim acabam se beneficiando justamente daquilo que são seus principais pontos fracos: ser iniciante e pequena. Muitos empresários iniciantes não têm essa visão, porém os empreendedores visionários enxergam exatamente isso na sua decisão de entrar em determinado mercado.

Se antecipar as tendências de mercado é a chave mestra da conquista de um lugar ao sol pelo empreendedor e uma das principais características do sucesso que acabam por obter. De uma forma geral o mercado está em mudança constante e saber antever as tendências que o mercado está sinalizando e que no futuro se transformarão em soluções das necessidades de um mercado é um exercício fácil de ser feito por um pequeno empreendedor visionário, mas muito difícil por parte de uma grande corporação em face da complexidade da sua estrutura.

Lição Número Seis

Seja Radical em suas ideias e ações

Radicalismo aqui não está relacionado com o lado pejorativo da palavra que é a intransigência, a teimosia infundada ou mesmo a crença numa coisa só. Ser radical empresarialmente falando é sair do lugar comum, daquilo que é óbvio e da mesmice. A idéia de ser radical num processo de inovação empreendedora está relacionada com a capacidade que muitos têm de fazer as coisas de forma muito diferente do convencional ou do esperado. A idéia aqui de radical está mais relacionada com a capacidade de surpreender o seu público-alvo com algo inusitado, quase inacreditável do ponto de vista da pessoa comum.

Lição Número Sete

O Regional é global e não o contrário

A ideia de que um produto, serviço ou solução deve ser global para ter sucesso nos dias de hoje é totalmente equivocada. Ele pode tranquilamente ser primeiramente local e justamente por isso, pela sua originalidade se transformar em global. Não podemos imaginar que na cidade, estado ou pais onde estamos não é possível criar algo e a partir daí expandi-lo em escala mundial. Muitos produtos são um sucesso de vendas justamente por serem únicos, originais e representarem uma cidade, região e até países. A busca por originalidade, uma tendência forte principalmente entre os consumidores de maior poder aquisitivo é que garante o sucesso de produtos e serviços originais.

Mais uma vez o pequeno empreendedor acaba levando vantagem em relação aos grandes conglomerados. É muito mais fácil e vantajoso para um pequeno empreendedor descobrir um nicho de clientes e explorar uma ideia original e de baixa escala do que as grandes empresas, que precisam justamente do volume e escala de produção para competir no mercado.

Lição Número Oito

Descubra um nicho de mercado

Nicho de mercado e empreendedorismo são irmãos siameses, andam juntos. A maioria das iniciativas empreendedoras de sucesso surgiram e conseguiram dar certo porque foram frutos da solução de consumo de um nicho de mercado. Fazer uma abordagem criativa para criar, desenvolver e introduzir um produto no mercado, usando como estratégia os nichos de clientes é regra quase universal. É muito difícil outra abordagem dar os mesmos resultados. Nesse quesito ser pequeno e trabalhar com baixa escala é vantagem competitiva importante para quem estar iniciando

Lição Número Nove

A classe C quer tratamento de classe A

A ideia de que o pobre gosta do que é ruim não só é ultrapassada como até pode ser encarada pelos interessados como preconceituosa. Há muito tempo a classe menos favorecida quer e valoriza ser tratada como a classe mais abastada. Para algumas grandes empresas isso simplesmente é impossível. Para outras, muito, muito difícil. Moldaram os seus produtos e toda sua estrutura para um público mais elitizado. Não têm interesse em desenvolver produtos e serviços para as classes mais baixas. Outras empresas, todavia até tentam mais têm dificuldades enormes para atender adequadamente os consumidores de baixa renda. Não conseguem se adaptar, dar o tratamento adequado. E isso abre enormes lacunas para os novos empreendedores dispostos a trabalhar com esse público.

Trabalhar com esse público, porém, não significa trabalhar com produtos, serviços de baixa qualidade e muito menos sem agregar valor a eles. Ao contrário as oportunidades estão justamente em tratar esse público de forma diferenciada, mas positiva.

Lição Número Dez

Produza em vez de simplesmente revender

Essa questão é importante por que somente produzindo é possível desenvolver produtos únicos e diferenciados. Também não é possível agregar muito valor naquilo que você só revende. Muito menos surpreender de forma positiva seus clientes. Por outro lado a produção permite inserir tudo isso e mais fatores como qualidade, entrega e assistência técnica, itens importantes na decisão de compra de qualquer cliente.

Vender o que você produz também facilita o fortalecimento das marcas da empresa, afinal você não vai investir recursos na marca de um terceiro como faria com sua própria marca. Outro fator positivo é que a marca sendo sua você dará a ela o tratamento e o direcionamento que julgar mais adequado, não estará subordinado aos critérios de terceiros.

Lição Número Onze

Não acredite em sorte, prepare-se

Se você tem competência para fazer o que faz ou o que está se propondo a fazer e está preparado para os desafios e para as oportunidades que o mercado lhe apresentará, os resultados serão apenas uma consequência.

O caminho, para o sucesso, portanto, passa pela capacidade individual de tomar as decisões mais acertadas, aquelas que trarão os melhores resultados para o curto, o médio e o longo prazo e não em somente tomar as decisões ou ter sorte nas escolhas delas. O fator sorte como requisito para o sucesso na realidade pode ser traduzido apenas em está no lugar certo, na hora certa e dispor da capacidade e do conhecimento necessário para tomar as melhores decisões, o que em última instância significa estar preparado. O fator sorte, portanto é soma de oportunidade com preparação.

Lição Número Doze

Tenha dedicação obsessiva

Sem dedicação obsessiva para alcançar seus objetivos é quase certo que não conseguirá. A dedicação obsessiva é talvez a qualidade mais desejada, mais difícil e exigida do empreendedor de ser colocada em prática, simplesmente porque isso não é uma condição, mas sim um estado de ser. Ser dedicado e obsessivo com seus propósitos não depende de querer é preciso ser. E isso não se transfere ou delegar. Muito menos depende de terceiros ou de qualquer outra variável interna ou externa.

Não é uma tarefa fácil, fazer com que todos que trabalham com você sejam induzidos a um esforço organizado na busca de um objetivo comum. Pois, nem todos que trabalham com você, partilham dos seus objetivos. Apesar disso, sua busca deve ser exaustiva e persistente. Afinal, existe alguma coisa fácil nessa vida? Creio que não. Portanto, mãos à obra. Faça de cada um de seus colaboradores, familiares e amigos uma grande fonte de poder organizado. Não desanime, pense como as grandes corporações conseguiram seus feitos, como foram capazes de se perpetuarem por tantos anos. A resposta está justamente na sua busca, ou seja, um grande esforço organizado.

Pense nas grandes descobertas científicas, nas coisas mais revolucionárias que conhece. Teria sido possível acontecer algumas delas, sem um grande esforço organizado de pessoas, empresas, instituições públicas e privadas? Será que as coisas boas, que nos dão prazer e transformam nossas vidas, com mais conforto e segurança, como o rádio a tv e o aparelho celular, entre tantos outros, existiriam?  Com certeza que não. Todas as coisas importantes que conhecemos são fruto da fonte de todo poder: o esforço organizado. Teria Jesus Cristo conseguido disseminar e criar um doutrina religiosa que perdura por mais de dois mil anos, sem um grande esforço organizado? Claro que não. Da mesma forma que seria impossível a Thomas Edison, Isaac Newton e  Einstein fazerem seus feitos sem esse grande princípio.

Se o seu desejo é transformar sua empresa em referência no mercado. Aumentar significativamente seu volume de negócios. Consolidar seu patrimônio. Ou adquirir riqueza para si e para seus colaboradores, a fórmula é um grande esforço organizado, com vistas a esses pleitos. Mas se ao contrário, sua busca é apenas à sobrevivência, o lugar comum, uma passagem terrena sem grandes desafios e emoções, então de nada lhe servirá esse grande preceito universal da natureza. Esqueça-o definitivamente.

Lição Número Treze

Mude a tática, mas nunca o seu propósito

Na luta para empreender você pode até perder algumas batalhas, mas não a guerra. É perfeitamente aceitável o empreendedor mudar as táticas de penetração no mercado. Mudar o processo produtivo, a forma de comercialização e até o produto em si. Mas nunca, nunca deve mudar o seu propósito. O propósito está relacionado com o seu sonho, com sua visão de empresa, de cidadão e até de homem de família, condições essas que não podem ser alteradas ao sabor dos ventos ou ao lidar com as primeiras dificuldades.

A definição de objetivos claros, também favorece no desenvolvimento do entusiasmo, da iniciativa, da autodisciplina, da criatividade e da autoconfiança, todas, condições indispensáveis para alcançar o sucesso. Em conjunto, esses fatores contribuem para alimentar nosso subconsciente e fortalecer nossa capacidade de ação, pois é através dela e somente com ela que chegaremos ao tão sonhado sucesso! A definição de objetivos e a busca constante da sua realização, também fortalece o hábito, que leva a persistência que por sua vez o conduz a ação na busca da realização dos objetivos, num ciclo virtuoso altamente positivo.

O importante não é o tamanho ou a qualidade dos seus objetivos, mas a capacidade que você tem de transformar isso em planos e ações práticas, através da crença e convicção da sua efetiva realização. Da mesma forma, como não importa quantas derrotas tenha sofrido na busca do sucesso, desde que as veja como fracassos temporários. E finalmente todo o trabalho ou atividade que você fizer de forma ética e moral no intuito de alcançar seus objetivos não deve ser motivo de vergonha ou de sentir-se menor, pois em algum momento a sociedade saberá reconhecer isso.

Lição Número Quatorze

Nunca desista dos seus sonhos

Sonhar é preciso. Um homem sem sonhos é um homem morto. Os sonhos são importantíssimos nas nossas vidas. São as molas propulsoras do sucesso. Representam a chave mestra do processo criativo e da inovação. Sem sonhos simplesmente não vamos a lugar algum.

Como empreendedor, nunca desista dos seus sonhos. Ao contrário, transforme-os em produtos, serviços e soluções que possam permanecer por anos, séculos fazendo parte das vidas das pessoas.

O sucesso representado pelo poder, a riqueza e bens materiais é a busca constante da maioria dos mortais. Para alguns, o sucesso pode ser representado por saúde física e mental, paz de espírito, bem estar e felicidade. Para outros, o sucesso representa poder e riqueza para si e seus familiares. Infelizmente, o sucesso através de todas essas realizações, conjuntas ou individuais, ocorrem apenas para uma minoria, ou seja, somente alguns poucos, privilegiados conseguem atingir esse objetivo na vida.

Lição Número Quinze

Seja justo

Justeza nos atos, nas ações. Nos seus propósitos e objetivos. Justo com e para as pessoas. Seja justo consigo mesmo. Se precisar dar um puxão de orelha a sim mesmo faça isso na medida certa. E se você é daqueles que acha que precisa fazer alguma coisa por você e pela humanidade, algo simples, eficiente e de baixo custo pode ser colocado em prática, aplique a regra de ouro em todas as oportunidades que tiver.

O princípio da regra de ouro é tão conhecido e difundido no mundo, quanto às primeiras religiões. Segundo esse princípio, todos nós deveríamos fazer aos outros, exatamente aquilo que gostaríamos que fizessem a nós mesmos. Um princípio simples e objetivo, porém de difícil aplicação na prática e no dia-a-dia das pessoas. Difundido por milhares de anos, por diversas religiões, a regra de ouro mudou sua forma, entretanto, seu conteúdo permanece o mesmo dos tempos mais remotos.

A raça humana ao longo dos séculos evoluiu em todas as áreas do conhecimento. Ganhamos qualidade de vida, longevidade e saúde nunca antes alcançada por nenhum antepassado nosso, porém, em algumas coisas, a humanidade regrediu muito, com grandes perdas para as gerações passadas e também para aquelas que ainda virão. Entre essas coisas estão à ganância, a cobiça, a inveja e a desonestidade. Por consequência delas, colocar o princípio da regra de ouro em prática para a maioria das pessoas tornou-se muito difícil.

Esse é o caminho para se tornar um empreendedor de sucesso. Mais é o caminho para fazer a diferença. A trilha que o levará ao canto da sereia.

Por: Sebastião Barroso Felix

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 #Sacola plástica, a decisão é sua, o planeta é nosso

Informações fornecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA revelam que são consumidos anualmente entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao redor do mundo. Menos de 1% dos sacos é reciclado. É mais caro reciclar um saco do que produzir um novo. Existe uma economia áspera por trás da reciclagem dos sacos plásticos. Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$ 4.000. A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de matérias-primas a U$ 32,00.

Se usarmos uma sacola de tecido, podemos economizar 6 saquinhos plásticos por semana, ou seja, 22.176 sacos ao longo da vida.  Se apenas 1 de cada 5 pessoas neste país fizesse isso, economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas vidas.

Os sacos plásticos são feitos de polietileno: um termoplástico que se obtém a partir do petróleo.  Reduzindo o uso dos sacos plásticos diminuirá o consumo de petróleo, recurso não renovável que gera tantos conflitos. A China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos.

Portanto nossa atitude é justamente oferecer aos nossos clientes uma opção de fazer algo por nosso país, por nosso planeta e para nós mesmos. A utilização de sacolas retornáveis proporcionará a diminuição gradual das sacolas de plástico, reduzindo não só a poluição física e visual, como também o gasto desnecessário de recursos sem retorno.

Em países mais evoluídos como a Irlanda, foi o primeiro a tomar medidas sobre a produção descontrolada de sacolas de plásticos ao introduzir PlasTax em 2002. Um imposto que cobra 0,15 Euro ao consumidor por cada saco distribuído.

O resultado desta iniciativa foi a angariação de cerca de 23 milhões de euros para serem investidos em projetos ambientais e uma redução no consumo de 90%. O Reino Unido estuda a hipótese de aplicar legislação semelhante. Na Alemanha, os sacos de plásticos são pagos pelo consumidor em todos os supermercados e é habitual o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de papelão como forma do cliente economizar. Em Portugal e no Brasil, o uso de sacos de plástico é generalizado e na maioria das lojas é distribuído gratuitamente. Contudo, recentemente em Portugal algumas cadeias de hipermercados, começaram a controlar a sua distribuição ou a cobrar pelos mesmos.

Em alguns países africanos, o problema chegou a tais proporções que na África do Sul o saco de plástico foi apelidado de flor nacional por Mohammed Valli Moosa, o Ministro do Turismo e Ambiente. Este país introduziu recentemente uma lei que torna ilegal o uso de sacos com menos de 30 micrometros, uma medida destinada a torná-los mais caros e fomentar o reuso.

Em Bangladesh a associação dos sacos de plástico ao entupimento dos esgotos e às cheias obrigou à tomada de medidas extremas, enquanto o país não organiza um sistema de recolhas de resíduos eficiente. A manufatura, compra e posse de sacos de polietileno é expressamente proibida por lei e implica multas pesadas e até penas de prisão para os reincidentes. Ser apanhado com um saco de plástico na mão neste país custa cerca de 7,5 Euros (uma soma astronômica tendo em conta o salário mínimo em Bangladesh) pagos na hora e uma ida à esquadra (delegacia) para cadastro. A iniciativa prejudicou gravemente a indústria do plástico em Bangladesh mas possibilitou oportunidades de negócio para as crianças de rua, que passaram a ganhar a vida vendendo sacos artesanais de papel. No estado indiano do Himachal Pradesh adotaram-se medidas semelhantes pelos mesmos motivos e a reincidência na posse destes itens pode valer 1.500 Euros de multa e pena de prisão até sete anos.

No Brasil, são consumidas anualmente 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados. O consumo por habitantes é de 66 sacolas por mês[1]. Outro levantamento cita o consumo de 17,9 bilhões de unidades em 2007. Cerca de 10% do lixo brasileiro é formado por sacos plásticos. As ações de desestímulo ao consumo são realizadas por lojas de grandes redes varejistas e o Ministério do Meio Ambiente.

O Rio de Janeiro foi o primeiro Estado brasileiro a adotar uma lei que controla o consumo excessivo de sacola plástica. O consumidor será estimulado a partir de 15 de julho de 2010 a adotar outros tipos de embalagem para transportar produtos

A rede Carrefour Brasil anunciou oficialmente hoje a intenção de eliminar até 2014, de forma gradual, o uso de sacolas plásticas tradicionais em suas lojas. Uma loja em Piracicaba, no interior de São Paulo, foi a primeira do Carrefour a aderir à iniciativa. Segundo a empresa, para estimular a troca das embalagens tradicionais na unidade de Piracicaba, serão distribuídas gratuitamente até o final deste mês sacolas retornáveis.

O Carrefour informou ainda que colocará à venda nas lojas outras opções de embalagens sustentáveis. Entre elas, a rede destaca uma sacola 100% biodegradável, desenvolvida em parceria com a Basf, produzida com base em uma resina especial derivada do milho, que pode se decompor em até 180 dias. Outras alternativas são as sacolas retornáveis, com preços entre R$ 1,90 e R$ 15,00, além do oferecimento de caixas de papelão aos clientes da rede.

Por: Sebastião Barroso Felix

#Curso de Formação de Gerência de Supermercados Chega a Campo Grande-MS

O Curso de Formação de Gerência de Supermercados finalmente chegou a Campo Grande-MS. Depois de inúmeras solicitações de profissionais da área no estado, principalmente do interior, entre os dias 24 e 28 e Maio no SESC Almirante Barroso ocorreu à primeira turma do curso.

Dividido em 11 módulos dos mais variados assuntos relativos à área de supermercados, com um total de 40 horas aula o curso mais uma vez foi um sucesso. Ministrado por dois consultores especializados em varejo, o curso foi uma verdadeira imersão ao que existe de mais atual e moderno em conhecimento na área de supermercados.

Apesar de uma carga horária teórica extensa, a verdade é que o curso é 100% prático, pois todos os módulos são trabalhados dentro da ótica e da perspectiva do cliente de supermercados, com exemplos do dia a dia do profissional de varejo, o que torna o evento impar e único em formato e conteúdo no Brasil.

Participaram do evento, profissionais e proprietários das lojas: Supermercado Capixaba, Supermercado JP, Supermercado Dom Pedro e Supermercado Serve Sempre, todos de Campo Grande; Supermercado Serv Bem de Aparecida do Taboado; Supermercado Paniago de Água Clara; Mercado Estrela de Costa Rica; Supermercado Atlântico e Casa Portuguesa de Aquidauana; Supermercados Santos de Bonito e Jardim; Supermercado Thomé de Três Lagoas; Supermercado Chama de Naviraí; Supermercado Central de Paranaíba; Supermercado Tatyelen de Rio Verde; Supermercado Seiara de Cassilândia; e Supermercado Thomé de Três Lagoas.

Pela segunda vez participando do curso com dois colaboradores, o Supermercados Santos é a única empresa do mercado com 100% de aproveitamento no evento comprovando a máxima de que o sucesso não ocorre por acaso.

Considerado por muitos varejistas um curso caro – R$ 1.000,00 por participante – a verdade é que o varejista de modo geral não investe na qualificação dos seus profissionais e prefere criar paliativos que não levam a lugar algum, ao não ser contribuir para a péssima qualidade dos profissionais do setor, que está a anos luz do que seria considerado adequado. Alguns participantes inclusive tiraram do próprio bolso o investimento para participar do evento, o que comprova o descaso do supermercadista em relação à importância desse item para o seu negócio e o quanto ele está realmente preocupado com isso.

Apesar do sucesso de participação, não podemos deixar de chamar a atenção do setor para uma constatação importante: Com Mais de 80% dos participantes vindos de cidades do interior de Mato Grosso do Sul, o curso reforçou a conclusão de um levantamento do Instituto de Desenvolvimento do Varejo, realizado em Maio de 2.010 sobre a intenção de investimentos em melhoria de lojas, onde maioria esmagadora dos que responderam de forma positiva eram do interior do Estado.

Diante do aumento brutal da competição no setor ocorrida nos últimos dois anos em Campo Grande, podemos concluir duas coisas: Ou os supermercados da região estão tão bem preparados e estruturados para competir nesse mercado que não precisam melhorar sua estrutura ou simplesmente a coisa está tão feia que os empreendedores acreditam que não tem mais jeito, e, portanto não vale à pena buscar alternativas de melhorias das suas lojas. O tempo dirá qual das duas hipóteses está correta.

Por: Redação

#Transformando salários em dividendos

Você tem alguma dúvida de que um dos grandes desafios do mundo corporativo é fazer com que os empregados vistam a camisa da empresa, ou melhor, que a empresa seja a sua própria pele? O comprometimento é algo muito difícil de conquistar e de ser conquistado nas organizações dos dias atuais. Porém, não é o único fator a ser trabalhado para o sucesso organizacional.

Tudo começa no processo seletivo. A organização precisa ter a missão na ponta da língua de seus colaboradores e descobrir logo no primeiro contato se o candidato reúne os requisitos básicos para ajudá-la a chegar onde pretende. As pessoas são diferentes, comportam-se de formas diferentes e buscam conquistas distintas. Portanto, para alinhar expectativas, evitar frustrações e triunfar, a organização pode recorrer aos seguintes princípios básicos:

1) Clareza – Diga aos colaboradores quais são os seus papéis, o que você quer atingir e quais são as regras para chegar lá. Eles precisam saber o que a empresa espera deles e o que eles podem esperar dela.

2) Autonomia – As pessoas precisam se sentir úteis. Querem fazer algo interessante e necessitam de confiança para fazê-lo bem.

3) Desafios – Combine metas desafiadoras com os colaboradores. As pessoas, quando desafiadas, costumam querer provar o seu valor, e o fazem produzindo mais e melhor. Daí, uma boa razão para envolver os trabalhadores em novos projetos que desenvolvam suas habilidades e permitam que tenham oportunidades de brilhar.

4) Responsabilidade – Delegue e cobre responsabilidade. Porém, não deixe de dizer aos contratados o que é e o que não é aceitável. Isso é muito importante para o sucesso dos que tentam obter êxito.

5) Reconhecimento – Todos desejamos reconhecimento quando contribuímos para o sucesso do projeto. Podemos motivar mais os colaboradores ressaltando os seus pontos fortes e não insistindo em suas fraquezas. O reconhecimento é a ferramenta mais barata e, também, subestimada pelos gestores. Basta dizer obrigado ou parabéns sempre que algo certo for realizado. Mas, muitos pensam que elogiar pode dar motivos para o empregado reivindicar salários maiores. Daí preferem silenciarem.

6) Benefícios – Use a força e o prestígio de sua organização para conseguir benefícios para os seus colaboradores. Eles podem ser monetários e não-monetários. A monetária é muito importante, mas lembre-se de que boa parte dos artistas, por exemplo, almeja situação não financeira, como flexibilidade, melhor equilíbrio entre trabalho e lazer, autonomia etc.

7) Flexibilidade – Seja flexível. A medicina nos ensina isso: se você, por exemplo, leva uma pancada no braço, a pele cede e por isso resiste, já o osso resiste, por isso parte-se. Ou seja, é preciso ceder para resistir.

Tanto os colaboradores quanto os gestores, mais cedo ou tarde, acabam descobrindo que um dia você aprende a controlar os seus atos ou eles os controlarão. Ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Pense nisso.

Evaldo Costa

http://evaldocosta.blogspot.com – evaldocosta@evaldocosta.com 

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#Super e Hipermercados encolhem no país

De acordo com o Relatório Anual da Revista Supermercado Moderno o tamanho das lojas do varejo de alimentos no Brasil está encolhendo, revertendo uma tendência de crescimento acelerado de pontos de venda gigantescos que predominava desde a década de 80. Nos últimos dois anos, enquanto o número de lojas menores, que incluem o modelo de vizinhança e o atacarejo (formato que mistura o atacado com o varejo), deu um salto. O volume de lojas maiores, como os hipermercados e supermercados, teve um crescimento inexpressivo ou até diminuiu. As lojas de atacarejo são, em média, 25% menores que os hipermercados. A área de vendas das lojas de vizinhança por sua vez é em média 46% a dos supermercados.

De 2.007 para 2.009, o número de lojas de vizinhança cresceu 134%. O número de lojas de atacarejo também mais que dobrou. Em contrapartida, houve retração no número de lojas de supermercados, de 1,5% em dois anos, e a quantidade de lojas de hipermercados aumentou apenas 8% nesse período em comparação com crescimentos muito mais expressivos de anos anteriores.

A pesquisa mostra que essa tendência é clara quando se avalia as três gigantes do varejo de supermercados: Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart. O tamanho médio das lojas dessas três companhias diminuiu 6,4% em dois anos, levando-se em conta todos os formatos de lojas.

Para especialistas a mudança de perfil do varejo de alimentos, de grandes para pequenas lojas, é fruto da vários fatores combinados. O primeiro deles é ascensão social das classes de menor poder aquisitivo para os estratos mais abastados. Com crédito e renda, o consumidor quer fazer as compras perto de casa e gastar o tempo livre para o lazer. Além disso, a estabilidade da moeda chancelou as compras mais frequentes e em menor volume, pois os preços não mudam do dia para noite como ocorria na época da hiperinflação favorecendo as compras em pequenas lojas próximas das casas dos consumidores. Por outro lado, uma fatia significativa da população está envelhecendo. Por razões físicas, esses consumidores não têm disposição de percorrer grandes lojas quando vão às compras e optam pelas lojas menores, próximas de suas residências e também consideradas com mais calor humano.

Outros fatores têm ajudado o crescimento das lojas de vizinhança e dos atacarejos. No caso do primeiro a busca por comodidade, agilidade e conveniência, hoje tão importantes para os consumidores, é facilmente encontrada nas pequenas lojas em detrimento das lojas maiores, onde fazer uma compra representa uma verdadeira maratona. Já o atacarejo tem no fator preço seu principal aliado.

De acordo com a pesquisa, as lojas de vizinhança e os atacarejos estão presentes praticamente em todo o País, com forte concentração nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste. O Sudeste reúne quase a metade (49%) das lojas de atacarejo, e o Norte e Nordeste, 24%. No caso das lojas de vizinhança, o Sudeste responde por 60% delas, e o Norte e Nordeste, por 37%. Na região Centro-Oeste somente agora começa a surgir os atacarejos. Boa parte dos projetos de novas lojas dessa região contempla o formato atacarejo.

Longe do que disse há algum tempo Abílio Diniz em relação à sobrevida dos atacarejos, se as coisas continuarem do jeito que estão indo muita água ainda vai passar debaixo da ponte e com ela muitas lojas hão de abrir até que sua profecia se concretize.

#Aos vendedores que atendem supermercados

Tem um velho ditado popular que diz que se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia. Outro ditado popular tão interessante quanto esse, diz: quem avisa amigo é. Assim gostaria de dar um conselho aos amigos vendedores de produtos para supermercados. No dia a dia da labuta de vocês ao atenderem um cliente e não tiverem algo que valha a pena dizer, que seja importante para os seus clientes, não digam nada, apenas tirem o pedido deem bom dia, boa tarde, até logo e partam. O cliente com certeza não vai deixar de comprar de você, por que não disse nada para ele. Da mesma forma que o cliente não vai comprar só porque você falou algo que no seu entender é interessante. Afinal têm outros ditados que dizem: o peixe morre pela boca; quem fala demais dar bom dia a cavalo; quem tem boca diz o que quer e também ouve o que não quer.

Quem trabalha como vendedor de produtos para supermercado há algum tempo sabe: nada se diz ou se faz nessa área que todos não saibam mais cedo ou tarde. Assim não queime seus cartuchos falando abobrinhas sobre isso ou aquilo. Não dê palpites sobre assuntos desconhecidos. Não façam o papel de advogados, dentistas, médicos ou qualquer outro profissional só para se parecerem inteligentes, sabidos, competentes. Se você é mesmo um profissional qualificado saiba que todos sabem disso, inclusive os seus clientes. Margaret Thatcher primeira ministra Britânica dizia que um líder não precisava dizer ao seu povo o que ele é. Portanto você vendedor não precisa dizer a todo instante quem você é muito menos ou jamais, quem são as outras pessoas.

Uma das qualidades básicas de um bom vendedor é saber ouvir. Ou melhor, ouvir mais do que falar. Quando ouvimos mais do que falamos podemos ajudar muito mais nossos interlocutores. Podemos compreender melhor suas mensagens, necessidades, seus desejos, seus anseios e principalmente ler nas entrelinhas aquilo que não conseguiu verbalizar ou dizer claramente.

Quando Deus nos deu dois ouvidos e uma boca com certeza estava imaginando que iríamos ouvir muito mais do que falar no decorrer de nossas vidas. Nos dez mandamentos ele também nos alertou: Não dirás falso testemunho contra o teu próximo; não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. Afinal quando falamos o que não devemos é quase certo como dois mais dois são quatro que estamos atentando contra esses dois mandamentos.

Ainda na área dos ditados populares tem alguns muito interessantes para os vendedores refletirem: quem com ferro ferre com ferro será ferido; aqui se faz, aqui se paga; águas passadas não movem moinhos; amigos, amigos negócios à parte; as aparências enganam; a ignorância é a mãe de todas as doenças; antes tarde do que nunca; cada macaco no seu galho, não cutuque a onça com a vara curta; contra fatos não há argumentos; ninguém chuta cachorro morto; de boas intenções o inferno está cheio; o pior cego é o que não quer ver, pimenta nos olhos dos outros é refresco; quem tem telhado de vidro não atira pedras nos outros.

O homem inteligente aprende com seus próprios erros. O homem sábio aprende com os erros dos outros. Pense nisso!!

Por: Sebastião Barroso Felix