#Fatos que mostram por que o Brasil é um país insano

Se você quer empreender no Brasil, saiba que precisará de 180 dias, apenas para abrir sua empresa e uma burocracia, que lhe fará gastar 2.600 horas por ano apenas para pagar os impostos em dia (e isso para não falar da dificuldade que é identificá-los).

O Brasil não é um país para principiantes. Para provar isso, vejamos alguns fatos insanos, que só ocorrem no Brasil:

  1. Todos os dias são criadas 784 normas no Brasil, entre leis complementares e ordinárias, decretos, medidas provisórias e emendas constitucionais – de 1988 ano da promulgação da Constituição Federal até agora, foram criadas inacreditáveis 4.875 milhões de normas, sendo 309 mil delas apenas para definir impostos e taxas que você deve pagar.
  2. Com tanta burocracia, a profissão que melhor paga no país é justamente a de cartorário. E entre as 10 profissões que mais pagam no Brasil, nada menos do que 7 são de funcionários públicos ou concessões do Estado – na média, cada um dos 9,4 mil donos de cartório no Brasil levam para casa todo ano R$ 1,1 milhão.
  3. O custo de tanta burocracia no Brasil é estimado em R$ 100 bilhões – só como exemplo, um único imposto o ICMS, o principal tributo cobrado pelos Estados, tem cerca de 27 legislações distintas.
  4. Abrir uma empresa no Brasil leva em média 180 dias e custa R$ 2.038,00. No Chile, aqui ao lado, pode ser feito em um dia e de graça – resultado, o Brasil ocupa a 81ª posição no ranking de competitividade de países. Em 4 anos, Brasil caiu 33 posições na lista do Fórum Econômico Mundial. O Brasil é o país mais fechado para o comércio exterior entre todas as nações do G20, segundo um levantamento da Câmara de Comércio Mundial (ICC, em inglês). A economia brasileira recebeu a nota 2.3 em 2015, de uma escala de um a seis, ficando atrás de Argentina e Índia.
  5. No Senado, um garçom ganha até 7 vezes o mesmo que o piso nacional pago aos professores, e um motorista ganha o mesmo que um comandante de fragata da Marinha – além de atividades e remunerações tão desproporcionais, funcionários públicos como estes que ganham R$ 14,6 mil, ou 7 vezes o piso salarial de um professor são ao elite do funcionalismo público Brasileiro.
  6. Com o que ganha cada magistrado brasileiro (juízes, promotores e desembargadores) de auxílio moradia todos os meses (não estamos falando de salário e outros benefícios), seria possível bancar uma criança na escola durante 2 anos – esses representantes da elite da elite do funcionalismo público recebem R$ 4,3 mil para ajudar a bancar o custo de aluguel, além dos salários e outros auxílios, como R$ 3,2 mil anuais para a compra de livros. Manter uma criança no ensino médio, porém, custa R$ 2,2 mil por ano.
  7. Manter um presidiário no Brasil em condições sub humanas custa 3 vezes mais do que manter um estudante universitário e 13 vezes mais do que um aluno no Ensino Médio – o governo de Mato Grosso, por exemplo, chega a gastar dez vezes mais com um preso do que com um aluno por mês. Enquanto o custo mensal com um único detento chega a ser de R$ 5 mil, o investimento em um estudante é de R$ 500 por mês, em média, segundo as secretarias de Justiça e Direitos Humanos (Segunda), que administra o sistema prisional, e de Educação (Seduz).
  8. Há uma lei que proíbe o consumidor de abastecer seu próprio carro em um posto de gasolina. O motivo? Garantir os empregos de frentistas – as bombas de autosserviço que permitem aos clientes abastecer o próprio carro, foram proibidas por lei no ano 2000, em um projeto encabeçado pelo deputado Aldo Rebelo.
  9. A Constituição garante que você não será obrigado a se filiar a nenhum sindicato, mas a OAB e os conselhos regionais ainda são obrigatórios – e o problema pode ser maior, caso você fique inadimplente com um desses conselhos, eles podem cobrar judicialmente as mensalidades em atraso e não havendo o pagamento podem incluí-lo na dívida ativa da união e pasmem, para o associado se desfiliar somente pagando o que é devido. Existem casos em que o associado há décadas é cobrado judicialmente (a cobrança é feita dos últimos cinco anos inadimplentes) e simplesmente ele não paga, mas também não consegue se desfiliar, gerando processos de cobranças sucessivos e sem nenhum resultado.
  10. O Brasil importa e exporta, em relação ao PIB, menos do que Cuba, um dos países com a economia mais fechada do mundo – as exportações e importações brasileiras equivalem a 11,5% do PIB, número menor do que o de Cuba, que exporta e importa 14% do PIB, com todos os embargos econômicos que sofre.

Enquanto isso, nosso congresso nacional trabalha para aprovar leis, para o desenvolvimento do País, segundo as palavras do presidente da câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), em uma entrevista recente. Vejamos alguns desses projetos de lei apresentados em 2.016.

Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) quer que ensino superior vire competição. Só os primeiros colocados passam. Os outros bombam mesmo se tirarem média.

Carlos Bezerra (PMDB-MT) quer criminalizar o ultraje a símbolos nacionais. Mudar a mensagem da bandeira nacional renderá dois anos de prisão.

Zé Geraldo (PT-PA) quer que 17 de abril, data da votação do impeachment no Congresso, entre para o calendário oficial como Dia do Golpe Parlamentar.

Irajá Abreu (PSD-TO) quer que apenas cidadãos com ensino superior possam se candidatar a cargos políticos – desde presidente até vereador.

Rômulo Gouveia (PSD-PB) quer que todos os hospitais do País denunciem à polícia qualquer caso de aborto para punir os envolvidos.

Franklin Lima (PP-MG) deseja que todos os eclesiásticos sejam isentos da prestação do serviço militar obrigatório.

Alberto Fraga (DEM-DF) quer proibir a venda de bebida alcoólica fora dos estádios, e não apenas dentro deles, em dias de jogos.

Ronaldo Martins (PRB-CE) defende que pais com 60 anos ou mais sejam liberados de ser presos se não pagarem pensão alimentícia aos filhos.

José Carlos Aleluia (DEM-BA) sugere que condenados por crimes hediondos possam ter sua pena estendida, mesmo após o cumprimento.

Marcelo Belinati (PP-PR) defende que policiais possam preparar flagrantes e usá-los como provas. Ou seja: criar situações para pegar e prender bandidos de surpresa (sejam eles ladrões de carro ou pedófilos).

Aureo (Solidariedade-RJ) quer que futuros motoristas não precisem frequentar aulas de legislação na formação de condutores.

Carlos Marun (PMDB-MS) quer ver publicados os nomes dos vencedores de loterias com prêmios superiores a 2 mil salários mínimos.

Takayama (PSC-PR) quer criar o cargo de deputado federal ultramarino – parlamentar que atue fora do Brasil, em países com mais de 100 mil brasileiros residentes.

Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) defende que o Estado empreste armas de fogo a cidadãos cujas armas particulares foram apreendidas.

Helder Salomão (PT-ES) quer que as escolas adotem em suas grades de ensino a história cigana.

E assim vai, todos preocupados com um monte de coisas sem nenhuma importância prática, enquanto, o País regride em termos econômicos mais de 25 anos.

Por: Sebastião Barroso Felix


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