#Gestores brasileiros focam em excesso no curto prazo e isso não é muito bom

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Para enfrentar cenários de dificuldade é importante prevê-los e já ter caminhos traçados, afirma especialista

Robert S. Atkin, especialista em gestão em ambientes de alta complexidade, afirma que a maioria das empresas ainda tem dificuldade de navegar as, cada vez mais constantes, mudanças no mundo dos negócios. Os gestores brasileiros, por exemplo, focam em excesso no curto prazo. Com isso, uma das primeiras medidas adotadas por eles diante de uma crise é se livrar de custos extras. Segundo Atkin, que também é professor da Katz Graduate School of Business and College of Business Administration, da Universidade de Pittsburgh, embora seja anormal, isso não é bom. A melhor maneira de se preparar para as mudanças e para cenários de dificuldade é durante os tempos de fartura. Ou seja, se antecipar ao que vem pela frente.

Em ambientes de alta complexidade é mais difícil prever o futuro com precisão, o que aumenta a chance de empresas falirem por fazerem apostas erradas de última hora. O outro lado dessa moeda é que, nesse cenário, novos produtos e serviços precisam surgir, para atender às novas necessidades do público, e eles poderão ser desenvolvidos tanto pelas companhias de sempre quanto por novos players, que podem vir dos lugares mais inusitados. Por isso, é preciso ter cuidado para não ficar para trás.

Outro problema, aponta Atkin, é que com frequência as empresas enxergam que os “custos extras” estão relacionados aos funcionários. Esse foco até traz resultados de curto prazo. Mas se torna cada vez mais difícil satisfazer os clientes se os funcionários não estão satisfeitos. Para o professor, não existe fórmula certa. Cada empresa, cada setor, e cada cenário externo exigem um equilíbrio diferente.

Antecipe-se às mudanças

É importante procurar se antencipar às mudanças que tornam os ambientes mais complexos. E elas podem ser motivadas por diferentes aspectos – mercadológicos, tecnológicos, de produto, ou pela política. De acordo com Atkin, ter uma estratégia de longo prazo em um contexto como esse não é se ater a um plano estático, mas identificar um caminho e determinar objetivos e limites claros.

Os objetivos passam não por saber exatamente quais produtos, por exemplo, serão importantes – o que é cada vez mais difícil de prever – mas esclarecer como a empresa quer se posicionar no mercado. Os limites são os padrões regulatórios a serem seguidos e os comportamentos éticos e valores que a empresa vai adotar. “Afinal, quase sempre se consegue o melhor resultado financeiro se não seguir regras, pelo menos no curto prazo.” O professor esteve, recentemente, no Brasil para uma aula de MBA.

Fonte: Valor Econômico

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