#O futuro do varejo de alimentos e a volta do leiteiro

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Poderia a onda do futuro ser uma retrospectiva do passado? Nos anos de 1.950 e 1.960, a entrega em domicílio de leite e outras necessidades diárias foi um novidade para muitas famílias no mundo inteiro. Em alguns mercados, o leiteiro nunca saiu de moda. Em muitos países, o conceito de um comerciante entregando produtos alimentícios ou refeições prontas para uma casa é muito comum.

Em todo o mundo, estamos vendo um ressurgimento do modelo das homes entregas (entregas em casa). Porém, os consumidores não estão apenas pegando o telefone para encomendar. Cada vez mais, eles estão usando o site da empresa, um marketplace ou um aplicativo móvel para fazer sua encomenda.

Um pesquisa global feita pela The Nielsen Company, aponta que um quarto do varejo mundial (25%) já oferece o serviço de encomendas e entregas de produtos de mercearia online em casa. Mais da metade (55%) estão dispostos a usá-lo no futuro. O leiteiro está de volta, mas desta vez ele é digital.

Cada vez mais, os varejistas estão introduzindo modelos de e-commerce para os consumidores sem tempo para obter o que eles precisam da forma tradicional.

Quatorze por cento dos entrevistados globais disseram que usam o serviço de assinatura online de compras de produtos alimentícios. Serviço, no qual os clientes recebem mensalmente uma quantidade de produtos, previamente especificada e entregue na casa do consumidor. E mais da metade (54%) estão dispostos a fazê-lo no futuro.

Em 2011 a rede de supermercados Tesco introduziu o primeiro supermercado virtual em um metrô da Coréia do Sul. O sistema e o modelo se espalhou para outros mercados e hoje está presente em todos os países onde a empresa opera.

Hoje, 13% dos entrevistados globais dizem, que já estão usando uma loja virtual para realizar suas compras em supermercados e quase seis em cada 10 (58%) estão dispostos usá-los quando eles se tornarem disponíveis nas suas cidades.

Um número menor de consumidores estão usando o sistema “clicar e entregar”, serviços em que as pessoas encomendam produtos alimentícios online para uma loja ou outro local e depois recebem em casa.

Pouco mais de um em cada 10 entrevistados (12%) dizem que eles encomendam os produtos online e buscam na loja ou usam um sistema de drive-thru (12%).

Mais da metade dos entrevistados globais, no entanto, estão dispostos a usar um ou mais serviços online no futuro. As principais opções online no futuro são: 57% para dentro da loja, 55% para drive-thru e 52% para a coleta/retira seletiva.

Uma das dificuldades levantadas, para a ampliação global dos serviços online está relacionada com os custos logísticos de entrega. Em alguns países, o problema maior está relacionando com os custos trabalhistas. Porém é unanimidade entre os entrevistados, que esses “gargalos” precisam ser resolvidos e que eles não irão impedir o avanço dos serviços de entregas online dos supermercados.

O crescimento das vendas de bens de consumo online tem sido impulsionado em parte pela maturação dos nativos digitais, os consumidores que cresceram com tecnologia digital (os Millennials e Geração Z agora).

Esses consumidores têm um entusiasmo sem precedentes em relação ao conforto, praticidade e agilidade que a tecnologia oferece e as compras online é um comportamento profundamente enraizado, afinal, já nasceram junto com eles.

As principais opções de e-commerce atuais são: entrega em domicílio, retirada no interior da loja, retirada no interior da loja ou por drive-thru, captação seletiva, supermercado virtual e subscrição automática, esta última é maior entre os mais jovens. E eles são, portanto, os mais dispostos a usar todas as opções de e-commerce no futuro.

Por exemplo, 30% da geração Y (Idade 21-34) e 28% da geração Z (idades 15-20) inquiridos dizem que estão fazendo compras online para entrega em domicílio, em comparação com 22% da Geração X (idades 35-49), 17% dos Baby Boomers (idades 50-64) e 9% de Silent Generation (idades 65+) respondentes.

Os millennials (- de 15 anos) estão na adolescência e iniciando a sua independência de adulto como andar sozinhos, sair de casa com os amigos, enquanto os membros mais velhos da Geração Z, estarão em breve se formando na faculdade e ingressando no mercado de trabalho, e portanto gerando renda. Essas gerações irão moldar a economia nas próximas décadas e o varejo de alimentos será altamente impactado por elas.

Portanto, é crítico para varejistas e fabricantes de produtos alimentícios entenderem como esses consumidores estão usando a tecnologia e o longo caminho que irão percorrer para comprar.

A questão é: o varejo de alimentos estará preparado para atendê-los?

Por: Sebastião Barroso Felix

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