#O que ainda existe para falar de motivação

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A Motivação é um dos ícones dos temas da chamada “psicologia popular”, sobre o qual toda as pessoas têm uma ideia já formada e cujas assertivas básicas já foram devidamente categorizadas nos canais do senso comum. Por isso, abundam as referências coloquiais às soluções dos diversos problemas de motivação que por aí andam à solta. A sociedade, as empresas e, naturalmente, os chefes, que não motivam os colaboradores.

Não existem pessoas desmotivadas; existem objetivos que não são motivadores. Reconheço o possível encanto da frase e até concordo que esteja certa em parte e de certa forma seja até altruística no entanto, o que dizer daquelas pessoas que, literalmente, passam a vida a andar de objetivo em objetivo, de sonho em sonho, sem se deterem em nenhum em especial ou até daqueles outros que, simplesmente vegetam casuisticamente no calor dos dias, deixando a sua vida escoar em um limbo sem sentido, exceto o do ritual dos hábitos quotidianos.

Será que os problemas de motivação se resumem ao fato de termos objetivos eventualmente não motivadores? Claro que esta afirmação é imensamente consoladora para as mentes que se consolam na ladainha acusatória de tudo quanto se possa reunir na categoria amorfa dos “outros”. Mas será que isto é mesmo assim? Mesmo invocando o simples bom senso, será que os problemas de motivação se resumem ao fato de termos objetivos eventualmente não motivadores? E a ser assim, de quem é a responsabilidade disso? Dos outros, claro, porque não faz sentido a pessoa estabelecer para si própria objetivos que não sejam motivadores. Isso equivaleria à pessoa dar uma forte cacetada no seu próprio pé, só para ter um bom pretexto para… gritar que está com dores.

Estes e outros temas e reflexões suscitam a questão de que os problemas da Motivação, longe de estarem realmente compreendidos, convocam, em permanência, novas dúvidas e novos desafios, que não podem ser respondidos através de fórmulas simplificadoras.

Neste contexto, é interessante seguir de perto as contribuições que Daniel Pink vem dando sobre o tema, a partir da publicação do seu livro “Drive” que apresenta o modelo de Motivação 3.0. Para quem gosta do assunto é muito interessante se aventurar por essa outra ótica sobre o tema.

Por: Sebastião Barroso Felix

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