#Por dentro do mercado pet

O mercado brasileiro de produtos e serviços voltados para os animais de estimação, o chamado segmento pet é enorme. Atualmente estimado em R$ 18 bilhões de vendas ano, com a segunda população mundial de pets e mais de 132.000.000 de animais o mercado é muito promissor.

Apesar do grande consumo de produtos nessa área, ainda ser daqueles itens considerados básicos, como ração, o mercado como um todo demonstra grande potencial, principalmente se analisarmos, que muitos produtos e serviços, alguns até essenciais como banho e tosa, são restritos e ainda habitualmente consumidos por uma pequena fração de donos de pets de maior poder aquisitivo.

Atrás apenas dos Estados Unidos em número de pets, o Brasil tem dois animais de estimação para cada três habitantes. Nos últimos quinze anos o segmento passou por um forte crescimento, acima de 7% ao ano.

Uma conjunção de fatores contribuiu com o crescimento do mercado pet, entre eles: o aumento do número de pessoas morando sozinhas, a redução do número de casais com filhos e a consequente diminuição do tamanho das famílias, além do aumento do poder aquisitivo da população ocorrido entre os anos de 2.000 e 2.014.

O segmento de alimentos como um todo ainda representa a grande parcela de consumo dos produtos e serviços voltados para o mercado pet, com cerca de 67% das vendas, o que de certa forma garantiu a estabilidade e até um leve crescimento nos últimos dois anos apesar da crise econômica que passa o pais.

O varejo de produtos e serviços do segmento pet é extremante pulverizado. São cerca de 29.000 pontos de vendas especializados, espalhados pelo pais, com faturamento entre R$ 60.000 e R$ 100.000 mês com, três funcionários em média por loja. No outro extremo temos apenas cerca de cem lojas com faturamento acima de 750.000 mês. Esse perfil de lojas responde por cerca de 60% do volume de vendas do setor, enquanto os super e hipermercados respondem pelos demais 40% das vendas.

A questão é que se hoje, o mercado está voltado na sua maioria para lojas de bairro com oferta limitada de produtos e serviços, no futuro próximo porém, o crescimento de redes especializadas, de vizinhança e das mega lojas deve ser o caminho.

Uma outra questão contudo, não pode ser deixada de lado por nenhum dos canais atuais: como em outros segmentos de varejo, esse também deve ser impactado pelas vendas online, novas aplicativos e soluções que poderão mudar radicalmente os hábitos de compras desse setor. Um exemplo são os clubes de assinaturas que já começam a dar sinais de tendências. Por enquanto, estes estão focados apenas em produtos, contudo nada garante, que em um espaço curto de tempo, a área de serviços possa ser a menina dos olhos de novos empreendedores, ceifando de vez o sub segmento da categoria com maior potencial de crescimento. Vale a pena conferir o que vem pela frente.

Por: Sebastião Barroso Felix


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