Edição 02

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#Por que ir a palestras?

Nos últimos dez anos tive oportunidade de assistir inúmeras palestras, sobre os mais variados assuntos, desde de direção defensiva, ou seja, como evitar acidentes no trânsito, passando por como evitar estresse até como um curso de pós-graduação pode ser importante para nossa vida, carreira e sucesso profissional. Cheguei ao cúmulo de assistir a mesma palestra cinco vezes, por circunstâncias alheias a minha vontade.

Acredito que estamos contaminados pelo vírus da “palestrite”. Da mesma forma que administradores precisam ouvir de consultores tudo que já sabem sobre a realidade do seu negócio e em seguida formalizar todas as decisões que já havia tomado, mesmo antes do início da consultoria e dessa forma validá-las, os acometidos pela “palestrite”, parecem agir da mesma forma com relação às palestras.

Existem empresários e profissionais que não perdem uma palestra, alguns vão mais além, também são palestrantes e dizem tudo aquilo, que todos já sabiam, entretanto ninguém mudará suas conclusões anteriores.

Sobre as palestras tenho algumas conclusões pessoais, levantadas durante essa peregrinação em busca do mais saber:

Quando o palestrante é teórico, ou seja, não vivencia ou faz parte do cotidiano daquilo que fala, pensamos, infelizmente é muito bonito todas essas colocações, mas “ele” não é do ramo, fala de coisas que desconhece efetivamente. Quando o orador é da área e fala de tudo aquilo que lida diariamente, concluímos, o que ele diz é interessante, mas “nossa” realidade é diferente. Outras vezes quando aquele que nos fala tenta fazer da sua experiência de sucesso uma ponte para que também consigamos chegar lá, comentamos poxa que “cara” de sorte, se estivesse no lugar dele, com certeza também teria feito a mesma coisa.

Fica a pergunta, porque será que as pessoas vão tanto a palestras? De acordo com nossas avaliações há uma tendência natural de rejeição a tudo que é colocado ali. Será que é uma forma de não parecermos participativo, avesso às mudanças, medo de ficar de fora daquilo que achamos que pode acontecer, justamente ali, naquela palestra? Vou compartilhar com todos os leitores o prazer da dúvida, do que realmente buscamos numa palestra.

Sobre os palestrantes, podemos afirmar o seguinte: são as duas horas de serviço mais bem remuneradas do mundo. A essência das exposições é mexer com nossas emoções, daí nosso estado de letargia no final de cada evento desses e também as famosas “piadinhas”, fator comum em todas as palestras. Outra questão interessante é da satisfação pessoal dos interesses do palestrante, do patrocinador ou contratante, conforme o caso. Já tive oportunidade de assistir duas palestras, proferida pelo mesmo profissional, falando sobre o mesmo assunto para duas plateias diferentes em momento distintos, uma era de fornecedores a outra de varejistas, clientes destes. Você imagina o que aconteceu?

As palestras no formato atual deixaram de ser interessantes estão exaurindo sua importância, mensagem ou ideia. É preciso maior interação com o público, cumplicidade e porque não coparticipação. Estaremos falando mais sobre o assunto. Aguardem!

Por: Sebastião Barroso Felix

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#Você sabia?

  • 25% dos consumidores não são fiéis às marcas líderes;
  • 80% dos consumidores escolhem o sistema de autosserviço para realizar suas compras de produtos de consumo em geral;
  • 60% para a compra de carnes e aves;
  • 40% para hortifrútis;
  • 28% para compra de pães;
  • Os maiores concorrentes dos supermercados para compra de produtos de higiene e beleza são as empresas que vendem no sistema porta-a-porta e as farmácias;
  • 41% dos clientes realizam suas compras sexta-feira e sábado;
  • Existe hoje no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos;
  • Cerca de 27% dos lares brasileiros são de pessoas com mais de 60 anos;
  • Mais ou menos 84% dos clientes da sua loja moram até cinco quadras de distância;
  • 76,4% dos supermercados no Brasil abrem aos domingos;
  • Cerca de 90% das lojas fazem entregas em domicílio;
  • 80% dos consumidores de hortifrútis nos supermercados são mulheres e destas 62% têm mais de 40 anos;
  • 70% dos consumidores são fiéis às lojas onde compram;
  • 40% em média da renda dos consumidores são gastos em supermercados;
  • As perdas do varejo alimentício no Brasil chegam a quase 2% do faturamento do setor;
  • 87% das latas de alumínio comercializadas são recicladas, o maior índice do mundo;

Por: Sebastião Barroso Felix

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#A extinção do pequeno varejo de alimentos no Brasil

Tenho acompanhado com grande preocupação o fechamento de pequenas empresas supermercadistas no Brasil. Os pequenos supermercados têm passado por grandes dificuldades nos últimos anos. Elas vêm de todos os lugares e de todas as formas. O consumo do país está retraído em função da recessão econômica, levando as empresas a fazerem grandes esforços para manter seus volumes de vendas, mesmo sacrificando suas margens.

O acirramento da concorrência, como consequência da concentração do setor e do baixo poder de compra do consumidor leva a uma queda drástica das margens de comercialização, já que a maioria dos supermercados tem como única estratégia o preço. E não há expectativa de mudança desse panorama, haja visto, que a maioria das empresas não apresentam nenhuma diferenciação ou agregação de valor aos clientes.

O aumento dos custos operacionais derivados em função das tarifas públicas, da baixa produtividade, do turnouver, do desperdício e da falta de planejamento é outra variável preocupante.

A queda de vendas aliada à diminuição das margens e o aumento dos custos operacionais criam uma equação fatal a qualquer empresa e no caso dos supermercados, caracterizados pela sua volatilidade, levam rapidamente a bancarrota.

A dificuldade das empresas calcularem corretamente o preço de vendas dos produtos, embutindo todos os impostos e ficando competitivos é enorme, fazendo com que as margens sejam sacrificadas ainda mais.

Recolocar a empresa nos trilhos e voltar a apresentar resultados positivos é quase impossível. Em outros tempos fatores terríveis como a inflação e aumento de preços diários ajudavam, pois diluíam os custos e desvalorizavam os compromissos. Com os preços estáveis e até em queda como os de produtos sazonais ou de safra o risco de um compromisso não cumprido aumenta exponencialmente.

A realidade financeira da maioria das pequenas empresas é terrível: falta de capital de giro, crédito de curto prazo com alto custo, dificuldade de renegociar dívidas, falta de planejamento a longo prazo, conhecimento técnico e controles eficientes. Comercialmente as empresas também não estão bem, convivem com dificuldade enormes como: incapacidade de negociação, seleção de parcerias, gestão de mix de produtos, margeamento, posicionamento estratégico, ações promocionais e planejamento de marketing.

Um outro agravante e que os supermercados não têm atentado é o fator crédito. Os fornecedores estão cada vez mais exigentes na liberação de crédito. No menor sinal de instabilidade financeira do cliente, param imediatamente de fornecer ou vão gradativamente diminuindo o volume de vendas até praticamente não correrem risco nenhum. Às vezes não é uma política do fornecedor, mas um ato voluntário da equipe de vendas, haja visto que na maioria dos casos a responsabilidade pelo pagamento das dívidas dos clientes são deles. Sem contar que a “rádio peão” dos vendedores, funciona melhor que o SPC e Serasa, sinalizando uns aos outros quando determinado cliente está inadimplente com sua empresa, chegando ao cúmulo de mostrarem aos colegas documentos como cheques devolvidos ou duplicatas vencidas. Isso tudo, funciona mais ou menos como quando um paciente está na UTI, respirando através de equipamentos e lhes tiram os aparelhos, o resultado é a falência. imediata.Com as empresas funciona mais ou menos da mesma forma, pois mesmo àqueles fornecedores que não têm problemas com determinados clientes deixam de lhes vender quando estes entram em dificuldades. Sem fornecedores e consequentemente sem produtos a loja começa a perder vendas. Sem realizar vendas e gerar lucro não conseguem pagar suas dívidas, levando a um ciclo vicioso, cujo final é o encerramento das atividades.

Nos dias de hoje, dificilmente uma operação de supermercado com faturamento inferior à R$ 200.000, seja lucrativa. Lojas com volume de vendas baixo podem ter seus custos como de energia elétrica e folha de pagamento respondendo por quase 10% do faturamento bruto. Como equacionar os demais custos como: impostos, taxas, aluguel, telefone, serviços de terceiros, segurança, limpeza e conservação, entre outros, com um lucro bruto que muitas vezes não atinge 15%.

Um outro fator que tem contribuído significativamente com o fechamento das pequenas empresas supermercadistas é a dificuldade delas de manter capital de giro para realizar compras à vista, diminuindo os custos de aquisição e aumentando o seu poder de compra junto aos fornecedores. Algumas empresas praticam preços até 20% inferiores quando as compras são à vista, contribuindo assim com a briga de preços baixos, praticada pelos varejistas.

Os supermercadistas menos informados e “desesperados”, acreditam que se o concorrente pode praticar determinados preços sem quebrar. A falta de preparo e visão estratégica por parte de alguns donos de supermercados para administrar o negócio também tem contribuído com o fechamento das empresas. É muita transpiração e pouca inspiração.

Com o cenário atual e a continuidade do posicionamento de mercado adotado pela maioria das empresas nos próximos anos, é difícil acreditar, que os pequenos supermercados no Brasil consigam sobreviver ao longo prazo e que o formato seja uma alternativa viável de investimento. A decadência total do setor levará anos para se consolidar e chegar ao seu ápice, talvez não seja nem percebida com clareza pela maioria dos que hoje trabalham na área, pelo contrário, podem até começar achar natural.

No futuro o número de lojas independentes em cada cidade tende a ser muito pequeno, o mercado será dominado por poucas empresas locais, regionais ou nacionais. É só olhar ao nosso redor. Quanto do volume de vendas da cidade onde moramos está concentrado nas principais empresas da região? Com certeza um grande volume. Como era essa realidade cinco anos atrás?

Os grandes perdedores com essa inanição dos pequenos supermercados no Brasil, além dos empresários da área, serão os fornecedores, principalmente àqueles de atuação regional: distribuidores e atacadistas. Com a ausência das pequenas lojas surgirão empresas maiores, mais robustas e maior poder de negociação. O jogo será duro.

Os profissionais do setor também sofrerão, pois as oportunidades de trabalho tenderão a diminuir significativamente, o nível de exigência técnica e de competências individuais exigidos pelas empresas serão enormes.

Além dos distribuidores e atacadistas, como citado acima, toda a cadeia produtiva, desde dos produtores de matéria-prima, as indústrias, transportadores, prestadores de serviços em geral até os consumidores tenderão a perder. O grande alerta a todos os envolvidos é que ainda há tempo para reverter essa situação.

Por: Sebastião Barroso Felix

#Balanceamento de Receitas e Custo dos Produtos

Nos supermercados uma das seções mais lucrativas é a padaria, entretanto temos observado também ser uma das que menos são controladas. Uma das coisas importantes a se fazer nesse setor é o balanceamento de receitas, que devem ser anotadas em um fichário para consulta dos padeiros e confeiteiros. Balancear é determinar a proporção entre os ingredientes que devem ser indicados por porcentagens, sendo que a farinha é sempre 100% em uma receita.

O balanceamento permite a elaboração de uma receita em qualquer quantidade, sempre com o mesmo padrão de qualidade. Quando se tem uma receita em porcentagens, pode-se calcular a quantidade de farinha necessária para alcançar uma proporção de um número exato de produto acabado. Exemplo para produção de 1.290 pães franceses:

Para calcular o custo desse produto, precisamos montar uma planilha, seguindo os seguintes passos:

  • Determinar o custo da matéria-prima;
  • Levantar os custos fixos que deverão ser pagos pelos produtos da padaria;
  • Optar pelo método de cálculo de custo por rateio ou por taxa;
  • Aplicar fórmulas escolhidas para transferir o custo fixo ao custo das matérias-primas;
  • Acrescentar custos com impostos (ICMS e outros) e publicidade;
  • Acrescentar o lucro líquido desejado para o produto;
  • Dividir o preço total pelas unidades ou por quilo.

Uma boa planilha de custo da padaria só terá importância se houver um controle rígido dos desperdícios, que tendem a ser muito grandes nessas áreas. Além disso, o resultado desse trabalho depende bastante da mão-de-obra empregada. É importante fazer auditorias periódicas na padaria para verificar se realmente estão fazendo na prática as informações levantadas nas receitas e planilhas de custo.

Por: Sebastião Barroso Felix

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#Padrão Operacional Para Som Interno

Abaixo descreveremos o procedimento operacional para som interno de loja, ferramenta de extrema importância na divulgação de ofertas, som ambiente e prestação de serviço de informações aos clientes.

  1. A você cliente que está chegando em nossa loja, bom dia, seja bem vindo, e boas compras;
  2. Senhores Clientes, aproveitem nossas ofertas da seção de…………….(nome da seção)……..(nome do produto e preço);
  3. Informamos aos nossos clientes, que são exatamente…(falar a hora);
  4. Informamos aos nossos clientes que a nossa loja permanece aberta de segunda à sábado das……hs às…… e aos domingos e feriados das…… hs às….. hs
  5. Atenção senhores clientes, para sua maior comodidade, entregamos suas compras em sua residência;
  6. Senhores Clientes, a Família (nome do estabelecimento) agradece a sua preferência;
  7. Senhores Clientes, acaba de sair uma fornada de pão francês, quentinho;
  8. Senhores Clientes, dúvidas e reclamações, procure o nosso Gerente o Sr…………….(nome do Gerente);
  9. O Supermercado (nome do mercado) informa a hora certa, são exatamente…….horas;
  10. A você cliente que está chegando em nossa loja, boa tarde, seja bem vindo, e boas compras;
  11. (a)………..funcionário (a) da (nome da seção), favor comparecer na seção de…………(nome da seção);
  12. (a)………..Gerente, favor comparecer no (a) ………………(nome do local).

Por: Sebastião Barroso Felix

#Higiene e Segurança no Trabalho

Todas as pessoas envolvidas com a fabricação e venda de alimentos são consideradas “Manipuladores de Alimentos” e precisam ter algumas responsabilidades, como:

  1. Manter a higiene pessoal
  • cabelos aparados e presos,
  • unhas limpas e aparadas,
  • banhos diários e mãos limpas,
  • utilizar uniformes e equipamentos de proteção individual,
  • roupas e aventais limpos
  • utilizar gorro,
  • luvas próprias para manusear coisas quentes,
  • sapatos fechados e antiderrapantes,
  • usar luvas próprias ou outro acessório para servir produtos acabados,
  • ter atenção no uso dos equipamentos, para evitar acidentes,
  • não utilizar qualquer tipo de acessório, como relógio de pulso, correntes, brincos, pulseiras…,
  • não utilizar maquiagem nem perfumes fortes,
  • não trabalhar no setor de produção com ferimentos nas mãos,
  • não tossir ou espirrar sobre os alimentos,
  • preocupar-se com seu estado de saúde e manter sua carteira de saúde em dia.

2. A limpeza da área de produção deve ser diária.

3. As máquinas, equipamentos e acessórios devem ser limpos logo após seu uso.

4. O chão deve ser lavado ao final do expediente, utilizando-se detergente e sanitizante. Pode-se limpar as paredes com os mesmos produtos.

5. O depósito de farinha deve ser ventilado, para que não desenvolvam focos de contaminação de mofo. As portas e janelas devem ter telas para impedir a entrada de insetos e roedores.

6. Os sacos de farinha devem ser empilhados sobre estrados de madeira, a uma altura de 15 cm do chão para permitir a limpeza periódica.

7. Os demais ingredientes devem ser armazenados em outro cômodo, acomodados em prateleiras, de maneira que se visualize facilmente onde se encontram.

8. Estes produtos devem sofrer o “rodízio”, ou seja, o primeiro que chegou será o primeiro a sair, para que não se acumule produtos antigos ao fundo das prateleiras, correndo o risco de ultrapassar a data de validade.

9. Utilizar produtos vencidos pode oferecer dois grandes riscos; de danificar o seu produto final e de causar mal à saúde de seu cliente.

Lembre-se que todos somos responsáveis pela boa qualidade dos produtos que vendemos.

Por: Sebastião Barroso Felix

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#Modernização de Lojas

Apesar de todas as dificuldades por que passam os supermercados no Brasil, o setor está se modernizando de forma estrutural. Para confirmar essa tendência basta olhar um pouco ao nosso redor que observaremos as mudanças. Neste momento em qualquer pequena cidade do interior brasileiro podemos constatar essa tendência.

Alguns supermercadistas mais modestos têm investido apenas em novos equipamentos e ou tecnologia da informação. Outros, porém mais arrojados e de visão estratégica mais apurada, além desses quesitos também investem em tecnologia de arquitetura e layout, com o desenvolvimento de projetos modernos e futuristas.

Os investimentos em projetos dessa natureza geram um efeito dominó. Começam influenciando seu principal concorrente, depois supermercadistas de outras cidades e por último acabam sendo modelos de novos projetos e até um incentivo para os indecisos. Quando um supermercadista faz melhorias no seu negócio os concorrentes acabam seguindo seus passos. Quando isso não ocorre, invariavelmente essas empresas começam a perder participação de mercado. É o que convencionamos a chamar de “seleção natural”, onde os mais bem preparados se sobressaem e os demais são expurgados do processo por decisão única daquele que é o responsável pela existência de qualquer organização o “Cliente”.

Mais quais as reais vantagens dos projetos de modernização e qual o esboço que ele deve ter, essa é uma questão importante para os supermercadistas interessados em desenvolver projetos dessa natureza. Em primeiro lugar se a empresa não tiver talentos com competência para realizar esses projetos internamente, essa responsabilidade deve ser entregue a um profissional da área, com competência reconhecida no mercado. O projeto deve contemplar aspectos técnicos como: análise da estrutura física e de equipamentos; pontos positivos e negativos do layout atual; mix de produtos e plano de gôndola. Um bom projeto de modernização não implica necessariamente em grandes investimentos, pelo contrário, é o custo com maior benefício que pode ser feito em um supermercado. O investimento também pode ser absorvido pelos próprios fornecedores, parte também interessada no bom desenvolvimento do seu negócio.

A modernização das lojas traz grandes vantagens para as empresas. Inicialmente, porque coloca o negócio num patamar de igualdade com os concorrentes mais agressivos, no tocante a tecnologia de equipamentos, arquitetura e layout. Maior conforto e comodidade para os clientes, além de uma loja funcional com a distribuição dos espaços otimizada, mix de produtos estruturado para gerar maiores vendas e melhor rentabilidade da loja.

Todo projeto de modernização deve levar em conta a especificidade de cada loja, que deve ser tratada como única. A realidade de cada cidade ou região é totalmente diferente de outras localidades. Aspectos relacionados às tendências de mercado, variedade de produtos e diferencias competitivo devem ser levados em conta na hora de implantar projetos de modernização de loja.

É muito importante que os clientes saibam das mudanças ocorridas na loja, onde realizam suas compras. Uma forma eficaz e de baixo custo é fazer uma reinauguração da loja para coroar o final dos trabalhos e aproveitar a oportunidade para gerar vendas adicionais e trazer novos clientes. Um bom projeto de modernização aliado a uma estratégia de marketing eficiente pode aumentar as vendas de um supermercado em até 30%.

Por: Sebastião Barroso Felix

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#Parceria entre fornecedores e supermercadistas

O histórico da relação entre supermercadistas e fornecedores nunca foi bom, talvez de todos os segmentos de mercado, este seja, o mais difícil. Os dois lados têm lá suas razões, mas também suas culpas.

Do lado do supermercadista pesa algumas questões como a falta de fidelidade, coerência na decisão de compra, educação no tratamento com os representantes das empresas, maturidade profissional, além de uma boa dose de desorganização interna, que dificulta o planejamento e o bom atendimento aos fornecedores.

O fornecedor por sua vez dá um show de falta de parceria com os clientes. Primeiro a velha e boa desconfiança, todo cliente é um potencial inadimplente, até que prove ao contrário. Falta de visão estratégica, compreensão, maturidade profissional e treinamento da equipe de vendas, dificultando ainda mais o relacionamento entre as partes.

O que pode ser feito para melhorar esse relacionamento? Até onde cada um tem razão? Todos esses questionamentos pairam sobre as cabeças dos executivos dos dois lados.

Na análise de como minimizar esse problema, não podemos deixar de lado algumas verdades: fornecedor e supermercadista estão buscando a mesma coisa que é o lucro. Temos que parar com essa bobagem de achar que o objetivo das empresas é a satisfação do cliente. Os dois lados sempre buscarão bons resultados de vendas, participação de mercado, lucratividade, diminuição de custos, inadimplência… Mas, como é possível os dois lados irem ao encontro das mesmas coisas e não interferirem negativamente um no resultado do outro.

Infelizmente, no todo, isso não é possível. Entretanto, deve-se avaliar criteriosamente qual o papel de cada um ou sua contribuição para que o outro possa atingir seus objetivos, naquilo que seja comum a ambos. Podemos começar dizendo o seguinte: se o supermercadista vender mais e eu como fornecedor tiver um bom relacionamento comercial, com certeza também estarei vendendo mais. Acontece que nem sempre você tem esse bom relacionamento com aquele cliente, portanto a recíproca é verdadeira. Aí, inicia-se o que vou convencionar chamar de os “ruídos da relação comercial”. Que são justamente, aquelas incertezas, que vão se juntando e moldando-se pra ser tornar o modelo de “relação comercial” entre as partes.

É impossível desenvolver parcerias com todos os fornecedores. Pelo simples motivo de que os negócios são limitados, o volume de compras precisa acompanhar o de vendas, o mix de produtos, as necessidades da loja e espaço físico não pode ser ampliado a cada introdução de novos produtos.

Você como fornecedor pode melhorar o relacionamento com todos os clientes de modo ótimo? A resposta é não. Entretanto, você pode sim, eleger aqueles que serão seus “parceiros” e torná-los excelentes clientes. Mas cuidado, para não cair em tentação e achar que todos os clientes poderão fazer parte desse rol. Isso não é verdade, até porque os seus concorrentes também precisam de excelentes, ótimos clientes.

Como o fornecedor, o supermercadista também não tem como fugir dessa realidade. Mas, leva uma grande vantagem. Vejamos por que. Além de eleger àqueles fornecedores, com os quais deseja ter um relacionamento ótimo, ele pode colocar uma grande parcela dos demais em uma situação boa, o que não é de todo ruim.

Pra isso, é preciso conhecimento do negócio, do mercado, dos fornecedores e principalmente de produtos. Entender que se determinado fornecedor é forte em biscoito, por exemplo, pode não ser, quando o assunto for produtos de limpeza.

A lógica é bem simples. Praticamente não existe no mercado um fornecedor somente de produtos excepcionais. A ideia, portanto, é direcionar determinados fornecedores, para categorias onde possam ser ótimos, sem aquela de que é importante adquirir o mix total de cada fornecedor. Muitos supermercadistas já fazem isso de forma intuitiva. O que precisa ser feito é formalizar essa postura. Deixar claro para o fornecedor que ele é ótimo com determinada linha de produtos, mas que não é possível negociar com ele produtos, cuja revenda não vai acontecer, gerando prejuízo para ambas as partes.

A fidelidade do varejista, portanto, passa a ser com a linha de produtos e não com os fornecedores como querem ou gostariam atualmente. A partir dessa premissa é possível eleger os fornecedores em níveis de forma, que possam ser ótimos, bons ou ruins de acordo com o maior ou menor interesse pelas suas linhas de produtos.

O entendimento desse raciocínio lógico por parte dos fornecedores, não é algo fácil, porque pra eles o importante é aumentar o volume de negócios com cada cliente, independentemente da qualidade do seu portfólio. Mas como faz parte da lógica empresarial, a cada restrição imposta pelo mercado, cria-se uma oportunidade de negócio. Vale então, o bom senso, que falamos no início do artigo.

Por: Sebastião Barroso Felix

#Manual de Prevenção de Perdas

Segundo pesquisas do setor as maiores perdas dos supermercados são provocadas pelo pessoal interno com ou sem intenção. Estaremos nas próximas edições da Revista do Varejista, dando algumas orientações por setor aos nossos leitores, afim de que possam minimizar as perdas das suas empresas.

No Caixa

  • Acompanhar os valores registrados, através do visor da caixa registradora e P D V, e esporadicamente checar os valores nos tíquetes de compras, que os clientes não levam;
  • Atentar para “clientes” que sempre vão à Loja nos mesmos horários, não compram ou compram produtos de baixo valor e passam sempre no mesmo caixa;
  • Observar se os valores de troco estão compatíveis com o volume de compras do cliente e a nota de pagamento;
  • Verificar na fita z, se os valores registrados são compatíveis com os preços praticados na loja e se os números acompanham a política final de centavos adotada pela empresa;
  • Observar se os valores nas etiquetas de preços estão compatíveis com o custo dos produtos;
  • Verificar se as etiquetas não estão trocadas, com adulteração nas datas, gramaturas, etc…
  • Avaliar os pesos e valores nas etiquetas dos produtos perecíveis na boca do caixa;
  • Atentar para o estado físico das etiquetas dos produtos perecíveis, se não estão amassadas, com aspecto de velhas ou coisa parecida, pois podem estar sendo reaproveitadas;
  • Acompanhar de forma criteriosa os fechamentos de caixa, afim de verificar a existência de desvios, com faltas de dinheiro e ou pequenas sobras;
  • Fazer fechamentos relâmpagos nos caixas de forma periódica e programada;
  • Fazer rodízio dos operadores de caixa, evitando que fiquem sempre no mesmo lugar:
  • Acompanhar visualmente a passagem dos produtos no leitor ó tico, evitando não serem registrados;
  • Colocar “isca” nos caixas do tipo: aumentar o valor do fundo fixo; aumentar o valor da retirada;
  • Contratar serviços de “Cliente Oculto”, para checar o grau de comprometimento dos funcionários da frente de caixa.

Por: Sebastião Barroso Felix