#Um caos chamado Brasil

O Brasil vive seu inferno astral. O país tem experimentando o que existe de pior na economia, na política, na segurança, na saúde e na cidadania.

O maior pessimista que já existiu no mundo, seria incapaz de prever tanta coisa errada num espaço tão curto de tempo.

Em menos de três anos, o pais vivenciou situações inimagináveis. De acordo com estudo realizado mensalmente pela Ipsos Public Affairs desde 2005, o Brasil mergulhou definitivamente no seu maior pesadelo.

Segundo a pesquisa em outubro de 2.014, 60% dos brasileiros achavam que o Brasil estava no rumo certo contra 40%, que acreditavam que estava indo no rumo errado. Em abril de 2.017 os números mostraram, que para 92% da população o País está indo no caminho errado, contra apenas 8% que ainda acham mesmo com todo esse caos estamos vivendo, que o País caminha no rumo certo.

Com perspectivas de crescimento do PIB de apenas 0,5% em 2.017, mediante o crescimento médio de 3.5% do restante do mundo, parece que ainda vai demorar para sairmos do fundo do poço.

Olhando os números de 2.015 e 2.016 parece que vamos ter um ano melhor, afinal nesses dois anos tivemos uma queda de 3,8% e 3,6% respectivamente. Porém a realidade é que esse crescimento é medíocre, pífio.

Nosso PIB deve chegar ao final do ano um pouco maior daquilo que fomos em 2.010. É como se tivéssemos andando para trás sete anos. Parece pouco, mas quando se trata de um País e quando vemos que o restante do mundo cresce acima de 3% os números ficam astronômicos. Pelo andar da carruagem, devemos levar pelo menos 20 anos para recuperar o nosso tamanho e nossa representação em relação ao mundo.

Isso não é pouca coisa. Estamos falando de uma geração. Quando analisamos além do ponto de vista econômico e olhamos para o social, esse retrocesso representa uma perda incalculável. São milhões de pessoas afetadas direta e indiretamente, cujo impacto é difícil de mensurar. O impacto vai desde da estagnação da expectativa de vida das pessoas até a capacidade empreendedora do brasileiro.

Apesar da expectativa de que a economia registre um pequeno crescimento em 2017, o desemprego deverá continuar elevado e ter até mesmo uma leve alta em comparação com 2016. Isso porque o mercado de trabalho tem a característica de reagir por último aos movimentos de baixa e alta da economia.

Dessa forma, analistas esperam que 2017 seja mais de estabilização do que de recuperação do mercado de trabalho, com geração de empregos ainda insuficiente para derrubar a taxa de desemprego que, segundo o IBGE, já passou dos 14 milhões de desempregados.

Uma das principais constatações da crise, que já se concretizam é o aumento da extrema pobreza no país, que não ocorria desde 2009, segundo dados do IBGE. A quantidade de famílias com rendimento inferior a 25% do salário-mínimo subiu em 2015, de 8% para 9,2%. O aumento de famílias em extrema pobreza só não foi maior por conta de pensões e benefícios do INSS que tem aumentos atrelados ao salário mínimo e aos programas sociais de transferência de renda. Entretanto, as indicações levam para cortes de investimentos nessa área para os próximos anos.

Por: Sebastião Barroso Felix


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