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No livro Por que os gigantes caem, Jim Collins descreve os motivos que podem levar à queda de uma empresa. Mas não dá para falar sobre essa obra sem contar como ela nasceu.
Dá para dizer que o autor norte-americano foi quase forçado a escrever esse livro. Afinal, a obra que veio antes se chama Empresas feitas para durar. Mas nem todas as organizações apresentadas em sua obra-prima duraram mais do que os exemplares impressos no mundo todo (algumas quebraram, outras foram vendidas em condições muito difíceis). E ele se viu obrigado a analisar e entender o que aconteceu, gerando seu segundo livro, em que, para fazer uma descrição lúdica da vida das empresas, ele apresenta esta curva:
A curva do fracasso
- O primeiro estágio é o excesso de confiança originado pelos bons resultado.
- O segundo é a busca indisciplinada pelo crescimento.
- A terceira fase é a da negação do risco.
- A quarta etapa consiste em uma corrida pela salvação.
- E o último estágio é a irrelevância ou morte.
Por incrível que pareça essa teoria, também se aplica na vida pessoal. Ele não funciona apenas para a vida das empresas. Representa muito bem, também, o comportamento das pessoas na sua carreira profissional. Vamos traçar esse paralelo.
O Primeiro Passo é a sensação de que já sabe tudo
Digo “sensação” porque ela vem sempre antes da ação. Vem na hora em que você ouve alguém contar algo que pode ajudá-lo, mas entra por um ouvido e sai pelo outro. É quando um cliente ou um vendedor dá um retorno ou faz uma reclamação e isso não muda nada na sua vida, não gera uma análise, não faz repensar. Nesse momento, há uma consolidação de crenças e certezas e a pessoa não muda. Isso não tem nada a ver com a idade, algumas pessoas deixam de aprender com 30 anos.
O Segundo Passo é a busca indisciplinada pelo crescimento
Essa é a realidade da grande maioria das estruturas comerciais que conheço. As pessoas querem crescer suas vendas a qualquer custo, mas não prospectam, não aumentam o número de clientes, não vendem mais mix. Mesmo assim, suas vendas crescem.
A Negação do Risco é o terceiro estágio
Se a situação está boa, nós negamos o risco. Afinal, o presente está bom. Algumas vezes, ficamos na posição de risco por teimosia. Depois, pode ser tarde demais, já que, depois da negação de risco, a queda é vertical, pois chega sem esperarmos.
A próxima fase é a Corrida Pela Salvação
Essa fase é muito complicada, pois notadamente a empresa já nem tem mais jeito. É uma corrida pela salvação desesperada, que quase sempre culmina na última etapa: Irrelevância ou Morte.
John Chambers, CEO (Chief Executive Officer) da Cisco por 20 anos, está viajando o mundo avisando: “40% das empresas vão falir nos próximos 10 anos”, mostra o Financial Times. O que faz com que ele tenha uma visão tão forte sobre o futuro? A internet das coisas e a grande mudança que isso vai trazer.
Serão 50 bilhões de aparelhos conectados em 2020 e 500 bilhões em 2030. Para ele, isso vai fazer a economia dar uma reviravolta gigantesca: empresas acomodadas e sem inovação vão falir, dando espaço para novas empresas alinhadas com as inovações deverão tomar seus lugares – uma tendência que já está ocorrendo com milhares de startup de tecnologia ganhando proeminência. 40% das empresas no Reino Unido não vão existir mais substancialmente nos próximos 10 anos, o mesmo com os Estados Unidos, disse. Para saber mais: http://potencialmaster.com.br/
Por: Sebastião Barroso Felix





